■ A cri­se fi­nan­cei­ra glo­bal foi agra­va­da em se­tem­bro do ano pas­sa­do de­pois da fa­lên­cia do ban­co ame­ri­ca­no Leh­mann Bro­thers. Ori­gi­na­da nos Es­ta­dos Uni­dos, as ins­ti­tui­ções fi­nan­cei­ras em­pres­ta­ram ­mais re­cur­sos do que os cre­do­res po­diam pa­gar, prin­ci­pal­men­te, por ­meio de fi­nan­cia­men­tos imo­bi­liá­rios; a ­ação fi­cou co­nhe­ci­da co­mo sub­pri­me;
■ Des­de en­tão, o mer­ca­do fi­nan­cei­ro mun­dial en­trou em co­lap­so, vá­rias ins­ti­tui­ção an­tes con­si­de­ra­das só­li­das anun­cia­ram pre­juí­zos; o se­tor re­gis­trou vá­rias fu­sões;
■ Vá­rios go­ver­nos anun­cia­ram pa­co­tes de aju­da fi­nan­cei­ra às ins­ti­tui­ções ban­cá­rias co­mo for­ma de evi­tar fa­lên­cias e de­mis­sões;
■ En­tre o fi­nal do ano pas­sa­do e o iní­cio des­te ano vá­rios paí­ses – co­mo Es­ta­dos Uni­dos, Ja­pão e al­guns da ­União Eu­ro­péia – anun­cia­ram es­tar ofi­cial­men­te em re­ces­são; vá­rios paí­ses tam­bém re­du­zi­ram os ju­ros in­ter­nos co­mo for­ma de ex­ti­mu­lar o con­su­mo;
■ Nes­ta on­da as gran­des mul­ti­na­cio­nais, prin­ci­pal­men­te do se­tor au­to­mo­ti­vo, anun­cia­ram de­mis­sões em mas­sa em qua­se to­do o mun­do;
■ O ce­ná­rio eco­nô­mi­co mun­dial ain­da é ne­bu­lo­so. Pa­ra es­te pri­mei­ro se­mes­tre a ten­dên­cia ain­da é de re­ces­são, com ­mais de­mis­sões em to­do o mun­do; até mes­mo es­pe­cia­lis­tas têm di­fi­cul­da­des em fa­zer pro­je­ções pa­ra o se­gun­do se­mes­tre;
■ En­tre os em­pre­sá­rios bra­si­lei­ros as prin­ci­pais di­fi­cul­da­des são: re­du­ção da ofer­ta de cré­di­to e de li­nhas in­ter­na­cio­nais;
■ O Bra­sil tam­bém vai so­frer com a que­da dos pre­ços das com­mo­di­ties, uma vez que o ­País é gran­de ex­por­ta­dor de pro­du­tos agrí­co­las pri­má­rios e se­mi-ma­nu­fa­to­ra­dos.

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