O grupo argentino Macri investirá R$ 75 milhões em Cascavel, através de sua Companhia Industrial de Alimentos Chapecó, na ampliação da estrutura do frigorífico que adquiriu no ano passado do grupo Chapecó, de Santa Catarina.
O anúncio foi feito ontem à tarde pelo prefeito Salazar Barreiros (PPB), segundo o qual negociações para o investimento ‘‘avançaram definitivamente há duas semanas’’, concretizando-se agora com a aquisição de área de 14,4 alqueires, com recursos do município, de R$ 213 mil, de programa oficial de incentivo à industrialização, e mais R$ 97 mil da própria Macri.
Os investimentos serão em etapas, até 2003, em paralelo à transferência da estrutura de um frigorífico existente na cidade catarinense de Chapecó. Este ano, e no próximo, serão construídos novos abatedouros de aves (R$ 8,85 milhões), área de rações (R$ 5 milhões) e incubatórios (R$ 8,4 milhões). Depois, virão setores de produtos pré-cozidos (R$ 18 milhões) e, completando o projeto, ampliação de aviários matrizes e outros investimentos (mais de R$ 34 milhões). Atualmente, o frigorífico opera com 234 funcionários, outros 500 deverão ser incorporados até o final do ano, e até 2003 o total será de 1,25 mil.
A empresa receberá outros benefícios do município, como terraplanagem para obras, e facilidades tributárias - que também devem ser oferecidas pelo Estado, com dilação do prazo de recolhimento do ICMS, possível através do programa Paraná Mais Emprego. O grupo Chapecó havia iniciado operação em Cascavel em 96, mas em 98 entrou em crise financeira, suspendendo atividades (inclusive de outras unidades industriais espalhadas pelo País), provocando desemprego direto e prejuízos a produtores de frangos, situações que no ano passado começaram a ser superadas com a venda para o grupo Macri.
Guarapuava A Cooperativa Mista dos Micros e Pequenos Produtores Rurais de Guarapuava (Commicro) iniciou ontem o abate de aves caipiras. A meta é abater 200 cabeças/dia. A carne, que terá a marca ‘‘Caipira’’, estará sendo vendida a partir de hoje no mercado local. Mas, segundo o agrônomo responsável pelo abatedouro, Jorge Luis Teixeira, o objetivo é levar a carne para todo o Estado. Com o abate das aves caipiras, a Commicro fecha todo o ciclo de produção, da venda subsidiada de pintinhos ao produtor, assistência a comercialização.

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