Derivado da farinha de trigo, o macarrão é outro ítem que vai estar mais caro para o consumidor. Os fabricantes devem repassar, já nos próximos dias, entre 12% e 15%. A informação é do gerente geral da Selmi, Cláudio Norberto de Paula. Líder no mercado e com fábricas em Campinas e Londrina, a Selmi define o índice exato do reajuste até amanhã. Na próxima semana os revendedores já estarão praticando os novos preços.
‘‘O reajuste é necessário para manter nossas margens’’, afirmou o gerente. Segundo ele, as indústrias de massa seca estão pagando 30% a mais pelo trigo em relação ao mês passado. Segundo o gerente, com o preço cotado em dólar os moinhos acabam variando muito os valores. ‘‘Com esta flutuação da moeda americana há até empresas que preferem não vender neste momento’’.
Cláudio de Paula descarta queda no consumo e afirmou que a expectativa é que as vendas se mantenham no mesmo nível. A explicação está ligada ao preço da massa, mais acessível que os demais produtos da cesta básica. ‘‘Além disso não há produto similar à massa’’, afirmou.
No ano passado a empresa lançou uma linha feita à base de trigo duro com o objetivo de competir com as massas importadas da Itália. A desvalorização do dólar certamente tornará o produto da empresa mais competivo nesta fatia de mercado, que corresponde a 5% do faturamento do pastifício. (P.L)

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