O delegado do Ministério do Agricultura, no Paraná, Ailton Santos, pediu ontem a quase 100 criadores de gado do Brasil e do Paraguai e técnicos da vigilância sanitária que se unam no combate da febre aftosa realizado nos dois países. Durante a Jornada Binacional de Aftosa promovido em Foz do Iguaçu, ele afirmou que, além do governo, a responsabilidade de resguardar o rebanho é dos pecuaristas.
Santos sugeriu que os grandes criadores comprassem a vacina contra a doença para os pequenos pecuaristas que não têm condições de pagar pela dose. Segundo ele, é preciso ter uma ‘‘visão de continente’’, pois se alguma região for contaminada, os prejuízos atingirão os dois países. Ele alertou que o prazo para a vacinação termina no próximo dia 20. Quem descumprir a ordem, pode receber multa de R$ 92,00 por cabeça de gado não vacinada.
A técnica da Secretaria de Política Agrícola do MA, Ana Maria de Farias, destacou a importância do uso de rodolúvios (estrutura com produtos químicos por onde veículos desinfetam os pneus).
Fazenda 7 Mil O chefe do Núcleo Regional da Seab, em Ivaiporã, Richard Golba, informou ontem que, devido às fortes chuvas, foi ímpossível iniciar a vacinação do gado existente na Fazenda 7 Mil, em Jardim Alegre. A exemplo de campanhas anteriores, os sem-terra, que ocupam a fazenda, permitiram que os técnicos entrem na 7 Mil, mas desde que apenas os peões do próprio MST recolhessem os animais nas mangueiras. Para o proprietário da fazenda, Flávio Pinho de Almeida, a situação do gado no local representa um iminente risco de aftosa. (Maurício Borges, de de Apucarana).

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