Genebra - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, prevê uma queda das taxas básica de juros no Brasil para um patamar de 8% até o fim deste ano. Em sua avaliação, a tendência adotada pelo Banco Central de redução dos juros ajudará nos esforços de se criar 1 milhão de postos de trabalho até dezembro de 2009 no Brasil. ''Já atravessamos o fundo do poço. Já superamos a pior fase'', garantiu Lupi, que está em Genebra para reuniões da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Na próxima segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será um dos principais convidados da conferência da OIT sobre emprego e insistirá que não está na hora de flexibilização dos direitos trabalhistas. Ele ainda acredita que o atual trimestre já registrará um aumento do PIB de cerca de 1%, recuperando a queda do primeiro trimestre e começando a permitir que a economia volte a se expandir.
A volta do crescimento, porém, está relacionada ao trimestre anterior, que havia sido negativo. Em comparação ao mesmo período de 2008, a queda ainda seria verificada. Um crescimento mais consistente, porém, viria apenas no segundo semestre, segundo Lupi.
Ontem, em um outro evento, o diretor da OIT, Juan Somavia, alertou ministros e embaixadores de vários países: ''Não abram a champanha ainda. A situação é muito séria ainda''. Lupi ainda aposta na redução acelerada da taxa de juros no restante de 2009. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária do Brasil cortou a taxa básica de juros brasileira em 1 ponto porcentual, para 9,25% ao ano, sem viés. É a primeira vez que a Selic fica abaixo de 10% em 13 anos. Lupi acredita que o Copom não vai parar aí. ''A queda na taxa de juros vai ajudar muito e incentivar empresas a investir na produção'', disse. ''Acredito que chegaremos a uma taxa de 8% até o final do ano'', afirmou.

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