Lula segue para a China com 500 empresários
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quinta-feira, 20 de maio de 2004
Agência Estado 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parte hoje de manhã para uma visita de seis dias à China, numa viagem considerada como uma das mais importantes do seu mandato. Acompanhado de uma comitiva de 7 ministros e 5 governadores, além de um grupo de cerca de 500 empresários, o presidente quer fazer ''grandes negócios'' com os chineses. Em seu programa semanal de rádio desta semana, Lula lembrou que a presença de tantos empresários ''demonstra a certeza que tem o governo e os empresários brasileiros de que essa parceria estratégica com a China pode ser muito importante para a economia brasileira''.
A comitiva do presidente é formada pelos ministros Antonio Palocci (Fazenda), Celso Amorim (Relações Exteriores), Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Guido Mantega (Planejamento), Roberto Rodrigues (Agricultura), Agnelo Queiroz (Esportes) e Eduardo Campos (Ciência e Tecnologia). Palocci só vai se juntar à comitiva em Xangai. Também viajam à China com o presidente os governadores Aécio Neves (Minas Gerais), Geraldo Alckmin (São Paulo), Paulo Hartung (Espírito Santo), Paulo Souto (Bahia) e Wellington Dias (Piauí).
Até chegar a Pequim, às 22h10 de sábado no horário local (11h10 em Brasília), o presidente e sua comitiva passarão por duas escalas, em cerca de 25 horas de vôo. A primeira na Ilha do Sal, em Cabo Verde, onde chega às 17h45 (15h45 no horário brasileiro). A segunda em Kiev, capital da Ucrânia.
Lula participará do encerramento do seminário ''Brasil-China: Comércio e Investimentos - Perspectivas para o Século 21'', no dia 24, em Pequim. Está prevista a assinatura de nove contratos empresariais. Entre eles, as parcerias entre a Petrobras e a Sinopex (companhia estatal chinesa); Telemar Norte Leste e China Telecom; Varig e Air China; e Brasilinvest e Citic Group. Em Xangai, para onde o presidente parte no dia 25, haverá outro seminário, ''Brasil-China: Uma Parceria de Sucesso''. Os eventos serão seguidos por rodadas de negócios e workshops sobre oportunidades de investimento bilateral, agronegócios e turismo.
Para o secretário-executivo do novo Conselho Empresarial Brasil-China, diplomata Renato Amorim, o Brasil representa para a China uma fonte segura de abastecimento nas próximas décadas, que prometem continuar sendo de forte crescimento econômico. Com o Brasil, ao contrário dos Estados Unidos, a China não tem uma agenda conflituosa. Além disso, o Brasil é visto como líder regional e como porta de entrada para a América Latina, com ou sem a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).


