Genebra O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoverá, no fim do mês, uma reunião com altos executivos das maiores empresas multinacionais do mundo para convencê-los a investir no Brasil. O evento ocorrerá na estação de esqui de Davos, na Suíça, no dia 29 de janeiro, e está sendo organizado pelo próprio governo, paralelamente ao Fórum Econômico Mundial.
O objetivo do governo será apresentar as perspectivas econômicas do País para 2005 e reforçar a idéia de projetos como as Parcerias Público-Privadas (PPPs). Para isso, além de Lula, vários ministros estarão participando do encontro com os empresários. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, já confirmou sua participação, assim como o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e o chanceler Celso Amorim.
Há exatamente um ano, Lula realizou em Genebra um encontro com empresários e adotou a mesma estratégia que será usada para o evento em Davos neste ano. Na ocasião, o evento teve o auxílio do então secretário-geral da Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento, o brasileiro Rubens Ricúpero. O encontro conseguiu reunir um grande número de empresas européias e até chinesas. Algumas chegaram a anunciar investimentos no País, mas nenhum executivo americano compareceu à reunião com o Brasil. Desta vez, o governo espera aproveitar do fato de tantos executivos já estarem indo para Davos para atraí-los para o encontro com Lula.
Davos Quanto ao Fórum Econômico Mundial, o tema dos debates neste ano entre os especialistas, empresários e autoridades será a responsabilidade de líderes em tomar decisões difíceis. Bill Gates, da Microsoft, e o presidente da Novartis, Daniel Vassela, são alguns dos empresários que já confirmaram participação no evento, que ocorre entre os dias 26 e 30 de janeiro.
Já o presidente Lula, em sua segunda participação no evento desde que assumiu o governo, fará parte do debate ''A Liderança do Sul'', no dia 28. No mesmo dia, o presidente janta com outras autoridades ibero-americanas com o objetivo de discutir estratégias para a região. Segundo diplomatas brasileiros, Lula participará em 2005 apenas do Fórum de Davos e não repetirá sua iniciativa de 2003, quando conseguiu ir tanto ao evento na Suíça como ao Fórum Social de Porto Alegre.
Outro tema que deverá fazer parte da agenda de Davos é a corrupção como um obstáculo ao sistema econômico internacional. Curiosamente, a entidade com sede em Genebra viveu uma situação complicada em 2004 ao ter de afastar seu diretor-executivo, José Maria Figueres, por não ter declarado sua renda como consultor de outras empresas enquanto também acumulava o cargo no Fórum Econômico Mundial.

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