Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a sua equipe que apresse a apresentação da proposta de um marco regulatório para a exploração do petróleo da camada pré-sal, segundo um auxiliar direto. Ele quer receber o projeto ainda em junho, para acalmar os investidores internos e externos que já manifestaram preocupação com o adiamento do cronograma de exploração do óleo.
A ordem de Lula aos ministros Guido Mantega (Fazenda), Edison Lobão (Minas e Energia) e Dilma Rousseff (Casa Civil) é deixar as preocupações com a CPI da Petrobras para os líderes aliados no Senado. O presidente, de acordo com o auxiliar, disse que o governo não deve dar ''importância'' à comissão. A orientação é evitar cair no tradicional jogo de ''guerrilha'' de uma CPI. É essa possibilidade de ''guerrilha'', onde as táticas e estratégias fogem sempre das regras convencionais da política, que precisa ser neutralizada, avalia Lula.
O governo tem consciência que em jogo estão os interesses da Petrobras e os investimentos de grandes empresas internacionais do setor, como a Shell, que evitam manifestar publicamente o temor com a CPI por questões diplomáticas, disse um outro assessor. O presidente prega que a Petrobras deve continuar trabalhando normalmente, assim como o governo. Ele não deixa, porém, de fazer críticas à instalação da CPI. Lula sempre lembra que as contas da estatal, que é responsável por 40% dos investimentos do PAC, já passam por uma série de auditorias.
Dilma, Mantega e Lobão já começaram a se movimentar para atender à orientação do presidente. No final da tarde de anteontem, eles tiveram a primeira reunião para garantir a apresentação da proposta do pré-sal no prazo pedido por Lula. Ao comentar ontem a orientação do presidente, o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), disse que a intenção de Lula é que a Petrobras saia mais fortalecida do processo da CPI, que deve ser instalada na próxima semana. .

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