Lula: novas medidas para a economia
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Folhapress 
São Paulo - Ao fazer um balanço de 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou ontem que 2008 foi bom, mas não ótimo para o brasileiro e que, no período, o país cresceu ''economicamente'' e ''fortemente''. Ele disse ainda que até o dia 20 de janeiro vai apresentar novas propostas de incentivo ao crescimento econômico e que o governo ''não vai ficar esperando'' que os ''efeitos perversos'' da crise abalem o país.
No programa semanal de rádio ''Café com o Presidente'', Lula também disse que o último trimestre do ano foi o mais difícil. ''Apenas no último trimestre é que nós tivemos um problema, já resultado da crise mundial, muito mais por falta de crédito internacional, ou seja, na medida em que não teve crédito lá fora, em dólar, as empresas brasileiras que tomavam dinheiro emprestado em dólar, lá no exterior, tiveram que vir para o sistema financeiro brasileiro, e aí nós tivemos um problema de falta de crédito.''
Lula voltou a dizer que o Brasil está mais preparado que outros países para enfrentar a crise econômica mundial. ''Eu penso que foi um ano bom, um ano que me permite dizer ao povo brasileiro que, embora a gente tenha uma crise internacional que é a mais forte de toda a história depois da industrialização, o fato concreto é que o Brasil é o país que está mais preparado. Nós temos reservas, nós temos um mercado interno forte.''
Durante o programa, Lula lembrou a criação de quase 2,2 milhões de empregos até outubro passado, o que, segundo ele, gerou mais renda e possibilitou o crescimento do comércio.
''Estou convencido de que o Brasil deve olhar a crise como uma oportunidade para a gente fazer as coisas que ainda não fizemos, para que a gente possa mostrar que o dinamismo do mercado interno brasileiro é que vai permitir que a nossa economia continue crescendo. Enquanto alguns países do mundo estão em recessão, o Brasil pode crescer um pouco menos do que estava previsto, mas vai continuar crescendo e vai continuar gerando empregos'', completou o presidente.


