São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou nota 5,1 (de 0 a 10) da população, de acordo com pesquisa Estado/Ipsos realizada em novembro. Já foi bem pior: em fevereiro de 2006 ele chegou a ganhar 4,2; e já foi melhor: em outubro de 2006, à época do primeiro turno das eleições presidenciais, mereceu 5,7. Na atribuição de notas a seu desempenho por setores, a melhor nota foi para o item ''apoio à população mais pobre'' - no qual ele ganhou 6,3 (de 0 a 10), segundo o julgamento da população brasileira.
A segunda nota por setor, 6,1, foi para o desempenho no ''combate à fome''; a terceira, 5,8, brindou a área da educação; a quarta, 5,7, foi para o ''combate à inflação''; e a quinta, 5,6, para a ''construção de moradias populares''.
As piores notas atribuídas ao presidente foram para o seu desempenho nos itens ''crimes e violências contra as pessoas'' e para os ''preços de água, luz, gasolina e telefones'' - ambos com 4,3. A terceira pior nota foi para o desempenho na área da saúde, 4,5; a quarta, para o ''combate à corrupção e desvio de verbas'', 4,6; e a quinta pior, para o ''valor dos salários da população'', 4,8.
O principal problema do País, segundo a população, é destacadamente a falta de empregos - assim apontam 59%. O segundo problema a preocupar os brasileiros - ''crimes e violências contra as pessoas'' - é mencionado por 34%; o terceiro é a ''má qualidade da assistência médica'', mencionado por 29%; e o quarto são os salários ''muito baixos'', reclamação de 27%.
No entanto, apesar das apreciações críticas, o eleitorado confirmou a preferência que deu, no ano passado, ao atual presidente: 49% dos eleitores disseram que votariam em Lula agora, se houvesse uma eleição presidencial. O governador José Serra (SP) teria 24% das preferências e o deputado Ciro Gomes ficaria com 9% (quando os três se enfrentaram em 2002, Lula teve 46,44%, Serra ficou com 23,19% e Ciro, com 11,97%).
Lula venceria em todos os segmentos, menos no conjunto das classes A e B, no qual Serra estaria à frente.

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