São Paulo O presidente Luiz Inacio Lula da Silva reafirmou ontem a disposição do Brasil de discutir a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Lula, no entanto, disse que o País irá negociar com seriedade, mas não aceitará imposição.
O presidente aproveitou para defender o fortalecimento do Mercosul, advertindo, também, que se os Estados Unidos levarem as negociações que mais interessam ao País à Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil também poderá fazê-lo.
Entre as questões analisadas na OMC relacionadas à criação da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) estão os subsídios agrícolas concedidos pelos Estados Unidos e criticados pelo Brasil.
''Se quisermos competir, praticar o livre comércio, devemos ter o mesmo tratamento, sermos respeitados; nossa agricultura e nossa indústria têm que sobreviver e sobreviver de modo competitivo'', acrescentou o presidente.
''Por isso, vamos fortalecer o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai); por isso queremos trazer outros países para o Mercosul e estamos apressando nossos acordos com a União Européia, reforçando nossas relações com China, Índia, com o Japão'', disse Lula.
''Nosso espaço e nossa posição no mundo serão conquistas nossas e não concessão de nenhum competidor. É assim que a Embraer ganhou da Bombardier (canadense; ambas mantiveram um conflito na OMC). É assim que ganharemos na questão da celulose, da carne, do frango, da soja, dos carros. É assim que ocuparemos o espaço que o Brasil nunca deveria deixar ser usurpado, como nação emergente'', concluiu Lula.

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