São Paulo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou sua visita à fábrica da Volkswagen de São Bernardo, ontem, no ABC paulista, para defender a produção do novo carro da montadora conhecido pelo nome de Tupi no País. Mais do que isso, o presidente fez lobby para que o novo carro seja produzido na fábrica de São Bernardo, já que o projeto também é disputado pela unidade da Volkswagen de São José dos Pinhais, no Paraná.
''Eu ouvi vocês (trabalhadores) gritarem o nome de um carro (Tupi) que vocês querem que seja fabricado aqui (São Bernardo). Mas para que seja fabricado aqui, o presidente da República não pode fazer nada porque qualquer outro Estado também é Brasil. Mas vocês podem gritar o nome do carro com muita pompa para o presidente da Volkswagen ouvir'', disse Lula aos 12 mil funcionários, que participaram das comemorações dos 50 anos da empresa no Brasil.
Logo após os gritos de ''Tupi!, Tupi!, Tupi!' dos funcionários, o presidente afirmou que a direção da montadora iria ficar comovida com a manifestação dos trabalhadores. ''Isso deve ter mexido com o coração da direção da Volkswagen. Vamos poder ter a certeza que o governador (de São Paulo, Geraldo Alckmin) poderá fazer as obras necessárias para facilitar a produção e exportação dos carros. São Bernardo não é uma terra apenas que produz carros. Aqui tem a melhor rota do frango com polenta do País.''
O projeto do Tupi chamado na Alemanha de 249 é disputado também pelas fábricas da montadora instaladas na Eslováquia, Portugal, Espanha e China. Mas Lula defendeu a produção do Tupi no Brasil. ''Aqui a coisa está pronta para a Volkswagen trazer quantos carros novos quiser fazer. Pode trazer qualquer carro, pois esse pessoal vai dar conta do recado e vai produzir melhor do que em qualquer outro lugar'', disse Lula para a direção da montadora.
No entanto, o presidente mundial da Volkswagen, Bernd Pischetsrider, lembrou que a produção do projeto 249 no Brasil depende de uma negociação sobre flexibilização com os funcionários. ''A Volkswagen está disposta a garantir perspectiva para as fábricas brasileiras. O produção do 249 depende de uma negociação de flexibilização com os funcionários, pois só com competitividade teremos chance no mercado de exportação'', afirmou.

mockup