Brasília - Ontem, sem mencionar a vitória brasileira no caso do açúcar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também comemorou os resultados da política externa do seu governo. Em discurso na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Lula repetiu a previsão de Amorim de que a redução dos subsídios concedidos pelos países ricos a seus agricultores, ao final da Rodada Doha, ''poderá elevar em US$ 10 bilhões, ou mais, as vendas brasileiras num certo prazo''.
O presidente aproveitou a questão para mais uma vez atacar os críticos de sua política externa, a quem chamou de pessoas com mentalidades subalternas'', e para exaltar a ''teimosia'' do seu governo. ''O dado concreto é que aquilo que parecia impossível, há seis meses, em todas as teorias escritas neste país está acontecendo'', insistiu.
''Nós terminaremos o ano com toda a América do Sul participando do Mercosul e nós demos um passo fantástico em Paris, na última semana, para que finalmente os subsídios agrícolas deixem de ser um impedimento para o desenvolvimenro dos países mais pobres do planeta'', afirmou, sem se dar conta de que o acordo da OMC fora fechado em Genebra, na Suíça.

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