Lula anuncia hoje no Paraná Plano Safra
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terça-feira, 01 de julho de 2008
Cláudia Palaci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia hoje em Curitiba o Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009 de R$ 78 bilhões de recursos. Do total, R$ 65 bilhões serão destinados à agricultura empresarial, R$ 7 bilhões a mais que o previsto no plano anterior. Outros R$ 13 bilhões vão para a agricultura familiar.
Entre as medidas, estão a reestruturação da dívida agrícola, a expansão do volume de recursos de crédito rural para o custeio e investimento, o fortalecimento da média agricultura e políticas de preços mínimos para alimentos essenciais. Recursos para recuperação de pastagens degradadas será uma das novidades anunciadas pelo presidente Lula, com a expectativa de contemplar cerca de 70 milhões de hectares para a produção de alimentos. A meta do Ministério da Agricultura é incrementar entre 5% e 6% a produção de grãos, cereais e fibras, impulsionada pelo bom preço internacional e clima favorável, chegando a 150 milhões de toneladas.
De acordo com o Plano, o feijão terá os limites de custeio ao produtor desvinculado de outras culturas como medida de incentivo à produção. ''O feijão não pode ser estocado por longo tempo e acreditamos nesta medida para balizar preços e produção'', afirmou o secretário de Políticas Agrícolas, Edson Guimarães, em coletiva que adiantou os detalhes do Plano Safra. No caso do arroz e do feijão, o limite individual vai passar de R$ 300 mil por produtor para R$ 400 mil. Este valor vale para lavouras de sequeiro. Para o arroz, feijão e trigo irrigados e para o milho o limite vai passar de R$ 450 mil para R$ 550 mil.
A recomposição dos estoques federais de grãos também é um dos objetivos do governo para conter a alta do preço dos alimentos no mercado interno e garantir o abastecimento. A meta é elevar os estoques dos atuais 1,5 milhão de toneladas para 6 milhões de toneladas em 2009 e garantir a comercialização da safra a preços compatíveis com os custos de produção. No momento, somente o arroz está nos estoques. A determinação é a compra de grãos, especialmente milho, na safra que vem, ao chegar nos valores mínimos. O grão é um controlador de inflação, já que é base para rações de animais e diversos produtos alimentícios. O governo vai equalizar preços via instrumentos de suporte como o AGF, EGF e PGPM, que baliza preços mínimos.


