Lula admite novo acordo do País com FMI
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2004
Folhapress 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que não faria ''bravata'' e admitiu ontem que o País pode fazer um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em 2005. ''Podemos precisar'', argumentou, depois de ter afirmado que o País estava em condições de não necessitar da renovação e que ela dependerá de uma avaliação da equipe econômica até março.
Durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, Lula avaliou ainda que a política econômica ''é a coisa (a área do governo) que mais deu certo''. Descartou intervenção em grande escala para evitar a desvalorização do dólar. Mas, em acerto com o presidente, o Banco Central tem feito interferências pontuais no mercado para segurar a cotação do dólar. Lula já disse que considera ideal uma cotação entre R$ 2,90 e R$ 3,10.
''Haverá o momento em que ela (taxa de câmbio) se ajustará.'' Lula afirmou que não cederia às pressões de quem deseja dólar mais valorizado, o que favorece as exportações, nem às dos que pregam um real mais forte, o que estimula o consumo de importados. ''O equilíbrio do governo é não pender para nenhuma das duas pressões. O papel nosso é não ficar aceitando esse tipo de pressão'', afirmou o presidente.
Lula disse que ''O Brasil está num momento tão tranquilo que não precisa de acordo. Não usamos nenhum recurso do FMI até agora e não estamos precisando, mas não vamos usar bravata e dizer que não vamos precisar. Esse assunto será decidido em março'', disse Lula.


