Mais humildade
Não apenas a inspirada fala do Papa recomendaria humildade ao governante que se reempossa, mas a própria força dos votos conseguidos na vitória incontestada até pelo fato de não terem sido cumpridos sequer 40% das promessas ratificaria tal alinhamento. Seria a superação de qualquer prurido de soberba e uma postura a indicar no plano moral e político um alinhamento de quem vê em sua autocrítica o caminho para a reversão e, em função disso, uma convocação à sociedade para ajustar-se a um papel mais participativo, no esforço para superar as contingências financeiras e cumprir todas as metas da primeira gestão e ir além da multiplicação de expectativas.
O fato é que há todas as condições para uma ideia-força que sintetize o que se pode e se deve fazer pelo Paraná para que saiamos da mesmice em que nos encontramos e devolva à ação político-administrativa o sentido da ruptura e da mudança de atitude e que nos devolva, sobretudo, à ambição perdida, aquela pretensão de jogar forte no cenário nacional, como havia com Ney Braga, Paulo Pimentel e gestões alinhadas no fazer, como a de Canet Júnior, e no planejar, como a de Parigot de Souza. Aquele ciclo de rodovias, hidrelétricas, estrada de ferro Central do Paraná, enfim de obras que consolidaram a infraestrutura econômica e a condição de potência de que até hoje desfrutamos devido àquele empenho.
E não é preciso um tzar para as finanças, como se sugere, mas que de forma simples e clara, como agiram tantos outros inclusive o seu pai, José Richa, que o governo assuma o poder conquistado e comande a equipe, não permitindo o bate-cabeça na área policial e na administração dos presídios. De nada adiantará a força de um secretário duro com a imposição de austeridade se a autoridade maior, o governador, continuar concessivo e estourando o caixa como até agora aconteceu.
Comando e co-mando são expressões que se ajustam e se impõem nas ações de governo. Atitude, firmeza e clareza; nada mais.

Força inercial
Curitiba é um exemplo da força inercial de sua economia mesmo quando cai, de forma significativa, o nível de atividade. Isso se dá, em plano maior, com o Brasil que a despeito dos Pibs ridículos sobrevive com o resultado residual das atividades. Já em módulos menores, como a economia dos balneários, não se capta isso e qualquer queda mínima no comércio é motivo de sobressalto como está ocorrendo e se percebe na fala de dirigentes do comércio praieiro.
Outra condicionante, bem mais forte, está na recessão que alcança o Brasil por inteiro. O pior é que se repete de novo a falha do poder público em assunto básico, o do saneamento, na escassez de água (a Sanepar promete há décadas resolver o problema e se dá mal) e no excesso de lixo.

Jogo de empurra
Prefeitura, via Urbs, e governo estadual, através da Comec, fazem um jogo de cena em suas contas e inter-relações para não pagar concessionárias do sistema de transporte coletivo. Mesmo com decisão mandamental da Justiça para que paguem residuais do 13º um acusa o outro de não cumprir sua parte: a Comec alega que a Urbs não apresenta a contabilidade adequada para os repasses e a entidade municipal prova que nada recebeu. Ganham tempo como fazem o estado e o município com seus credores.

Loteria
Paraná e São Paulo, segundo a Caixa Econômica Federal, são as unidades que mais recebem prêmios da virada. Razão para manter a procura, como se viu.

Folclore
Mesmo sem sol há queimaduras nas praias: até agora foram contabilizados 36 casos de ataques de águas vivas. E as imprudências já registraram nada menos do que 82 salvamentos pelos guarda-vidas.

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