Os lucros da Petrobras fazem parte das metas fiscais acertadas pelo governo federal com o FMI. No mês passado, a empresa divulgou que seu lucro alcançou R$ 5,545 bilhões no primeiro trimestre do ano. Esse valor foi 540% superior ao obtido no mesmo período do ano passado. Mas, de acordo com o BC, a distribuição de dividendos fez com que o conjunto das estatais apresentasse prejuízo até maio deste ano.
O governo negociou com o FMI esperando que as estatais lucrassem R$ 11,2 bilhões em 2003. O acordo com o FMI traz uma meta de superávit primário (receitas maiores que despesas, exceto pagamentos de juros) para todo o setor público (governo federal, Estados, municípios e estatais). Para este ano, a meta é economizar 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto), o equivalente a R$ 68 bilhões.
Acerto de contas - O governo adiou para o ano que vem o acerto de contas com a Petrobras a respeito dos subsídios à produção e ao transporte de combustíveis concedidos até 2001. A estatal estima que o Tesouro lhe deve R$ 668 milhões. Extinta no início de 2002, a conta-petróleo - que bancava os subsídios - deveria ser zerada em 30 de junho de 2003. Uma medida provisória de 26 de junho, porém, estica o prazo em mais um ano. As contas referem-se aos subsídios concedidos entre 1998 e 2001.

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