Lucros da colheita geram expectativa no comércio
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segunda-feira, 08 de março de 1999
Sid Sauer 
Em Campo Mourão já virou tradição. Todo ano a Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo) distribui parte do lucro do exercício aos seus mais de 17 mil cooperados. A primeira parcela vem em dezembro, como adiantamento, e a segunda em fevereiro. São épocas de expectativa no comércio. É um dinheiro que faz aumentar as nossas vendas, diz o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), de Campo Mourão, Francisco Lopes Pequito.
Agora, com a previsão de uma safra recorde - que deve ultrapassar 9% em relação à colheita passada, segundo estimativa do governo federal -, as expectativas aumentam, apesar das sobras só começarem a ser distribuídas no final do ano. Na Coamo, a expectiva é a boa. A área plantada nos 45 municípios abrangidos pela cooperativa cresceu 5% e as estimativas apontam para um aumento de produtividade também em torno de 5%. A chuva ajudou e estamos otimistas, diz o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini. No mês passado a Coamo distribuiu R$ 14 milhões entre os cooperados.
Nossas vendas sempre se aquecem com a distribuição das sobras, afirma o gerente de uma loja de eletrodomésticos, Nílton da Silva Martins. Já o gerente de produção de uma concessionária de veículos da cidade, Wanderley Bacelar, prefere manter os pés no chão. Há sempre o risco do dinheiro da safra ir para o custeio da produção, diz.


