Lucro líquido da Copel cresce 201%
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sábado, 11 de novembro de 2006
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) teve um lucro líquido de R$ 932 milhões de janeiro a setembro deste ano. O valor é 201% superior ao obtido no mesmo período do ano passado quando a estatal atingiu um lucro de R$ 309 milhões. Nesse montante de R$ 932 milhões estão considerados os efeitos do acordo sobre o gás natural para a Usina Termelétrica de Araucária (UEG Araucária que reverteu em R$ 423,8 milhões a mais para a Copel.
O lucro foi fortemente influenciado pelo acordo negociado com a Petrobras a respeito do gás natural para a UEG. A companhia paranaense havia deixado de pagar à Petrobras pelo fornecimento de gás para a usina, mas vinha fazendo provisões em seu balanço para bancar a conta, caso não tivesse sucesso na negociação. Em março deste ano, as empresas chegaram a um acordo. Assim, foram liberados R$ 423 milhões que vinham sendo separados para a conta de gás, para serem incorporados no resultado da Copel.
Retirando os R$ 423 milhões, o lucro líquido da Copel seria de R$ 508,7 milhões, valor 64,5% superior ao apresentado no mesmo período do ano anterior que tinha fechado com lucro de R$ 309,1 milhões. De julho a setembro, a companhia teve lucro líquido de R$ 192,1 milhões e até o final de setembro contava com 8.096 empregados.
De janeiro a setembro, a empresa teve uma receita operacional líquida 11% maior que no mesmo período de 2005. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Lajida) foi de 1,432 bilhão, 77% superior ao apresentado até setembro de 2005 (R$ 811 milhões). O Lajida é a capacidade de geração de caixa da empresa. O lucro operacional foi de 1,469 bilhão contra 502 milhões no ano passado. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido foi de 23%.
Nesta semana, a Folha já tinha adiantado que o consumo de energia elétrica faturado de janeiro a setembro atingiu 13.978 GWh, o que significa uma redução de 0,2% comparado com o mesmo período do ano passado. A maior queda ocorreu no consumo da classe industrial, incluindo os consumidores livres atendidos pela Copel Geração que, segundo analistas, teriam puxado o índice para baixo. No segmento industrial a redução foi de 5,3%.


