Lucro líquido da Copel cai 5,85%
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Copel fechou o período de janeiro a setembro com queda de 5,85% no lucro líquido que caiu de R$ 899 milhões em 2008 para R$ 846 milhões neste ano. A estatal explicou que o resultado é reflexo da crise mundial que freou o consumo de energia das indústrias. Outro motivo para a redução no lucro foi o desconto tarifário de 12,98% aplicado a partir de julho nas contas dos consumidores. O balanço aponta que a concessão de descontos pode ser reduzida ou cessada a qualquer momento. O lucro do terceiro trimestre também teve queda de R$ 286 milhões em 2008 para R$ 284 milhões neste ano.
O balanço divulgado na última quarta-feira mostra ainda uma receita operacional 4,8% maior em relação ao ano passado, resultado do aumento do consumo das classes residencial e comercial e também uma elevação de 32% nas receitas de telecomunicações, com o atendimento a novos usuários dos serviços de dados e voz em alta velocidade. Já o consumidor industrial não retomou os níveis de produção anteriores à crise e esse segmento teve uma redução de 3,2% no consumo de energia. Na área residencial houve um crescimento de 5,3% no consumo, na comercial de 5,5% e na rural de 4,8%.
O balanço aponta que o aumento do consumo na classe residencial foi influenciado pela redução da taxa de juros que propiciou crédito mais barato para aquisição de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, bem como pela redução do IPI para a linha branca que incentivou a compra destes produtos. A classe comercial também foi estimulada pela queda na taxa de juros e pelas medidas de combate à crise e de manutenção do consumo interno, que teve como resultado o aquecimento da demanda.
Na Bovespa, as ações ON (ordinárias nominativas) fecharam o período de janeiro a setembro cotadas a R$ 30,09 com variação positiva de 36,8% e as ações PNB (preferenciais) a R$ 1,35, com variação de 30,6%. O consultor financeiro Raphael Cordeiro disse que, na época em que foi concedido o desconto nas tarifas de energia, a decisão não agradou muito o mercado. Ele acredita que a médio e longo prazo essa receita pode fazer falta no caixa da Copel.


