A maioria das 102 maiores empresas nacionais e estrangeiras com atuação no País apresentou crescimento médio de 21% nos lucros e no faturamento no ano de 2000, em compração com 1999. Para este ano, a expectativa é de que os bons resultados continuem: 88% acreditam em aumento nas vendas, 76% em crescimento nos lucros e 83% em crescimento na produtividade. Esse otimismo é reflexo da confiança que a maioria sente em relação ao futuro econômico e político do Brasil.
Depois de enfrentar um ano difícil em 99 e melhorias significativas em 2000, as empresas acreditam que o País conseguirá manter a retomada do crescimento econômico, com um aumento no Produto Interno Bruto (PIB), na ordem de 4%. Empresários e executivos também apostam na queda da inflação (estimada em 5%) e, consequentemente, das taxas de juros.
Esses são alguns dos resultados apresentados na 15ª edição do Termômetro Empresarial. A pesquisa foi realizada em dezembro pela Arthur Andersen, empresa de consultoria empresarial. Foram ouvidas 102 empresas, 53% delas de capital nacional e 47% de capital estrangeiro.
De modo geral, os executivos mostraram um ótimo desempenho empresarial em 2000: 88% aumentaram o faturamento, 64% ampliaram os lucros e 82% viram a produtividade aumentar. A maioria (66%) também está trabalhando com capacidade plena de produção, o que pressupõe a necessidade de fazerem investimentos para aumentar a produção neste ano. ‘‘Um indicador bom de tudo isso é que, apesar das empresas estarem investindo, elas não está se individando. Isso mostra que elas estão conseguindo usar capital próprio para crescer’’, diz Pereira.
Mas as maiores empresas também estão sentindo os impactos da nova economia: 94% afirmam estar sofrendo pressão para reduzir os custos de venda e 95% dizem ter mais concorrência. A surpresa é que a maioria (56%) diz sentir maior competição no mercado nacional, com concorrentes nacionais, contra 45% que vêem maior concorrência internacional dentro do Brasil. Tendência em 99, as fusões de empresas entraram em baixa. Em 2000, as uniões já restringiram-se a 7% e, para este ano, 82% sequer pensam no assunto. As perspectivas dentro da nova economia giram, principalmente na valorização de pessoas.

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