Brasília A diferença entre a taxa cobrada pelos bancos nas aplicações e a taxa que eles mesmos pagam no mercado para captar recursos, o chamado ''spread' bancário, bateu recorde em abril e elevou os juros cobrados dos clientes. O percentual geral passou de 33,2% para 34,1%, o maior desde que o Banco Central iniciou a contabilização dos dados. O maior componente dessa taxa é o lucro dos bancos, de acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.
Para as pessoas físicas, a taxa média de empréstimo passou de 59,9% para 61,1%. Para as empresas, os juros subiram de 14,9% para 15,3%. O aumento do ''spread' foi influenciado pela elevação das taxas cobradas pelos bancos dos clientes. A taxa de aplicação, cobrada dos investidores, subiu de 58% para 58,4% no mês passado. Ao contrário, a taxa paga pelos bancos no mercado caiu de 24,8% para 24,3% em abril.
A principal justificativa utilizada pelos bancos para explicar as altas das taxas cobradas, a taxa de inadimplência, não tem validade neste mês. Conforme os números do BC, a inadimplência manteve-se estável para as pessoas físicas e subiu apenas 0,1 ponto percentual para as empresas.
Altamir Lopes atribuiu a alta dos juros à procura por créditos de prazo mais curto. ''Para os créditos mais curtos, as taxas têm maior elevação'', disse.

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