A extensão da crise no setor de eletrodomésticos no ano passado pode ser confirmada com a publicação do balanço da fábrica de freezers e geladeiras Electrolux. O balanço de 97, que será publicado na próxima segunda-feira, apresenta uma queda no lucro de R$ 54,7 milhões para R$ 8,8 milhões, valor seis vezes menor sobre o
ano anterior.
A drástica redução está ligada aos períodos de explosão e queda acentuadas nas vendas. A empresa iniciou o ano de 97 apostando num crescimento de 10% nas vendas. Fechou o último trimestre com uma queda de 22% sobre o mesmo período no ano anterior.
No primeiro trimestre, a Electrolux vendeu 17% a mais, percentual que foi anulado três meses depois, quando houve queda de vendas de 17%. No terceiro trimestre, a redução foi de 4% e em seguida variação negativa de 22%. ‘‘O ziguezague do mercado provocou um nível de ociosidade e um ajuste significativo na empresa’’, afirmou o diretor financeiro, Renato Friederich.
As vendas da Electrolux foram de R$ 846,4 milhões, em 96, e de R$ 832,4 milhões no ano passado. A rentabilidade foi de 1,1% sobre as vendas líquidas contra 6,5%, em 96. Os números negativos fizeram com que a Electrolux adotasse medidas drásticas no ano, como a redução de 6,1 mil para 5,2 mil funcionários. ‘‘Subutilizamos a nossa capacidade instalada e isso provocou o ajuste’’, afirmou Friederich. Somente a readequação custou R$ 20 milhões à Electrolux.
Apesar da queda nas vendas, a Electrolux manteve inalterado o programa de investimentos. Em mídia foram investidos R$ 24 milhões para fortalecer a marca Electrolux. A empresa havia recém-retirado do mercado os refrigeradores Prosdócimo.

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