Curitiba - A Copel fechou o terceiro trimestre de 2013 com lucro líquido de R$ 273 milhões, montante 14,5% inferior ao mesmo período do ano passado. No mesmo período, a receita operacional líquida da estatal teve um crescimento de 10,5% e passou de R$ 2,041 bilhões para R$ 2,255 bilhões.
O lucro do trimestre sofreu impacto com o aumento das despesas com energia comprada para revenda, que cresceram 27% de R$ 655 milhões para R$ 833 milhões. O aumento aconteceu em função do custo com contratos de energia de termelétricas e da valorização do dólar, já que a compra de energia de Itaipu Binacional é feita pela moeda americana. ‘’No ano passado, não teve tanto o uso de termelétricas’’, disse o gestor da Inva Capital, Luiz Augusto Pacheco.
O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Lajida) foi de R$ 463,3 milhões ou 6,1% menor que no mesmo período de 2012. Já no acumulado de janeiro a setembro, a companhia teve um lucro líquido de R$ 923 milhões, 12% maior que no mesmo período de 2012, quando tinha atingido R$ 824 milhões. A empresa informou que os principais motivos para este resultado foram o crescimento nas receitas de fornecimento e suprimento de energia e a redução do custo com encargos de uso da rede e com pessoal.
‘’Os resultados positivos em 2013 refletem nossa estratégia de recuperação da capacidade de geração de valor da Copel’’, afirmou o presidente da empresa, Lindolfo Zimmer, à Agência Estadual de Notícias. ‘’Além do crescimento de nossas receitas, este desempenho tem sido alcançado graças à expansão de nossos investimentos, e se consolidará com a reestruturação organizacional da empresa e com o resgate do equilíbrio financeiro da subsidiária de distribuição, que atende a mais de 10 milhões de paranaenses’’, continuou.
Em outubro, a Copel Distribuição apresentou à Aneel plano de ação que prevê a redução de despesas de R$ 300 milhões nos custos operacionais até 2015. No mesmo mês, foi aprovado o plano de reestruturação da empresa, com a criação de cinco subsidiárias integrais e a redução de dez para cinco diretorias na holding. Além das subsidiárias já existentes (Copel Geração e Transmissão, Copel Distribuição e Copel Telecomunicações), foram criadas a Copel Participações - para gerir as participações da empresa em empreendimentos nos setores de energia, gás e saneamento - e a Copel Renováveis, que concentrará os investimentos em geração a partir de fontes renováveis.
O plano apresentado pela companhia mostra que a maior contribuição para o corte de gastos virá do programa de demissão voluntária de aproximadamente 1 mil empregados até 2016, sendo 600 ainda em 2013. O planejamento prevê ainda a reestruturação da Copel Distribuição que iniciou neste ano e teve a extinção de 163 postos gerenciais, equivalente a uma redução de custos de 60%.
A Aneel informou que o plano da Copel ainda está sendo analisado, mas que não há um prazo para a conclusão deste trabalho. Luiz Augusto Pacheco, da Inva Capital, acredita que o resultado do balanço do ano da companhia, já pode significar algum reflexo do plano de ação apresentado pela estatal.

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