Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) fechou o primeiro trimestre de 2014 com lucro líquido de R$ 583 milhões contra R$ 398 milhões no mesmo período do ano passado, o que significa um crescimento de 46,3%. O aumento do lucro se deve à venda de energia da Copel Geração e Transmissão; à venda de energia pela Usina Térmica Araucária, que tem sido bastante acionada pelo operador nacional por causa do baixo nível nos reservatórios de hidrelétricas pela falta de chuvas; e à redução de custos com pessoal e uso de rede.
O desempenho positivo na área de geração e transmissão não se repetiu na Copel Distribuição, que vem sofrendo com o alto custo da compra de energia e enfrenta prejuízos nos últimos meses. Os custos e despesas operacionais da Distribuição aumentaram 10,6%, atingindo R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre, reflexo do aumento de 17,9% nos custos com energia elétrica comprada para revenda.
Isso levou a Copel Distribuição a um prejuízo de R$ 14,6 milhões no primeiro trimestre, ainda assim 78,5% menor que o prejuízo do primeiro trimestre de 2013, que foi de R$ 67,7 milhões. ‘’São duas situações opostas. Enquanto a subsidiária de geração tem boas vendas de energia, a Copel Distribuição está pagando um custo elevado de compra de energia para ser fornecida ao consumidor paranaense. O modelo do setor elétrico brasileiro não permite que a Copel Distribuição compre energia diretamente da Copel Geração. Ela é obrigada a comprar no sistema nacional, com preços impostos pelo mercado nacional’’, explicou o presidente da Copel Distribuição, Vlademir Daleffe.
A Copel Distribuição tinha implantado um Plano de Ação para redução de custos com pessoal, material e serviços. A diminuição obtida no primeiro trimestre foi de R$ 29,3 milhões ou uma queda de 8,8% em relação ao mesmo período de 2013.
A Copel Telecom teve um lucro líquido de R$ R$ 14,3 milhões no trimestre, 23% maior que no mesmo período de 2013. Nos três primeiros meses do ano, a Copel investiu como um todo R$ 456 milhões ou 26,6% a mais que no primeiro trimestre do ano passado.

Gás
Ontem, a Copel assinou os contratos de concessão de dois dos quatro blocos para exploração de gás natural arrematados no leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em novembro.
O investimento do consórcio integrado pela Copel e outras três empresas será de cerca de R$ 100 milhões na primeira fase da exploração, com duração de quatro anos, na qual serão aprofundados os estudos para identificar a capacidade de produção dos blocos. Caso apresentem potencial comercial, a produção pode se estender por 27 anos.
A assinatura dá início ao prazo de concessão para estudo e prospecção do potencial de produção dos blocos 300 e 309, que somam uma área total de 6 mil quilômetros quadrados nas regiões de Pitanga e Guarapuava, na Bacia do Paraná.
Os outros dois blocos a serem explorados, por estarem a menos de 150 quilômetros da fronteira, terão suas concessões assinadas em 5 de junho, após análise pelo Conselho de Defesa Nacional. Ambos apresentam indícios do chamado gás não-convencional, mas sua exploração ainda demandará estudos mais aprofundados de viabilidade econômica e ambiental, por exigir a aplicação da técnica de fraturamento hidráulico das rochas para obtenção do gás.

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