Lucro da Brasil Telecom cresce 80% no 2º trimestre
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segunda-feira, 14 de agosto de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
A Brasil Telecom empresa de telefonia fixa responsável pela Telepar, no Paraná fechou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 51 milhões, o que representa um crescimento de 80,2% sobre o primeiro trimestre e de 21,1% sobre o mesmo período em 1999. O resultado, que se refere a todas as dez companhias que formam a holging, foi divulgado ontem pela empresa. A Brasil Telecom atua nos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantis, Rondônia, Distrito Federal, Acre e Goiás.
O balanço informa que oito das nove operadoras já migraram seus sistemas de faturamento, arrecadação e atendimento ao cliente para a Telepar, que passa a administrá-los. O prazo limite para esta mudança foi colocado para este mês pela diretoria da Brasil Telecom.
O crescimento no lucro da companhia telefônica ocorreu apesar dos investimentos da empresa, que chegaram a R$ 332,8 milhões nos últimos três meses contra R$ 270 milhões no primeiro trimestre. Este dinheiro foi usado prioritariamente para a ampliação da rede instalada. Foram colocadas em operação mais 170 mil linhas. O objetivo da companhia, que a partir de novembro enfrentará a concorrente Global Village Telecom, é ampliação da instalação de linhas.
A pressa da Brasil Telecom em disponibilizar mais telefones aos clientes se deve em parte à demanda crescente. A lista de espera por um telefone fixo é de 1,23 milhão de pessoas nos nove Estados mais Distrito Federal. No segundo trimestre no ano passado eles eram 1,65 milhão. O presidente da Telepar Brasil Telecom, Juan Ramon Aviles, assegura que será possível disponibilizar telefone a todos os que estão hoje na fila até julho do próximo ano. O problema é que até lá outros milhares terão se cadastrados.
O balanço da empresa revela ainda que os investidores em ações da Brasil Telecom tiveram perdas. As ações desvalorizaram em 7% o lote de mil, no Índice da Bolsa de Valores de São Paulo. As ADRS (papéis que as empresas brasileiras têm lançados em Nova Iorque) tiveram queda de 9,8%. Se a comparação for feita desde a listagem na Bovespa há uma valorização de 164,5% para as Ordinária Nominativas (ONs) e 181,5% para as Preferenciais Nominativas (PNs).


