Loyola já admite prorrogar Raet
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quinta-feira, 19 de junho de 1997
Agência Estado Assunção 
Arquivo FolhaLoyola: medida emergencialO presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, admitiu ontem que terá que prorrogar, mais uma vez, no próximo dia 28, o Regime de Administração Especial Temporária (RAET) a que está submetido o Banerj. Ele reconheceu que a necessidade da prorrogação é a hipótese mais provável diante da demora do Senado em aprovar o empréstimo de R$ 3,1 bilhões da Caixa Econômica Federal ao governo do Rio de Janeiro, uma das pré-condições para que o banco seja totalmente saneado e privatizado.
Loyola lembrou que o governo até já se encarregou de mudar a legislação para permitir a prorrogação da Raet em todos os bancos estaduais, cujos Estados controladores fizeram acordo de refinanciamento de dívida com a União. A mudança foi na última reedição da medida provisória que estimula o setor público a sair do mercado bancário e permitiu, no caso do Banerj, mais 90 dias de Raet.
Existe ainda outra hipótese, lembrou Loyola. O leilão pode se realizar antes da aprovação do empréstimo pelo Senado, se for estabelecida no contrato de transferência de controle acionário uma cláusula especial de pendência. Por esta clásula, a transferência só teria validade legal depois da decisão favorável do Senado.
DesistênciaO presidente do Banco Pactual, Luís César Fernandes, disse ontem que já não sabe mais se participará do leilão do Banerj. O Pactual é uma das quatro instituições candidatas à compra do banco estadual, disputado também pelo Bradesco, Itaú e BCN. Insatisfeito com as declarações do diretor da Área Externa do Banco Central, Gustavo Franco - que disse ao jornal Gazeta Mercantil estar receoso de que o Pactual arremate o Banerj e desmoralize o processo de privatização - Luís César Fernandes disse estar reavaliando a idéia.


