Loyola elogia gestão macroeconômica
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de março de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O ex-presidente do Banco Central (BC) Gustavo Loyola disse ontem, em Curitiba, que já esperava uma atitude do governo brasileiro no sentido de não renovar o acordo econômico que mantinha há anos com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
De acordo com ele, a decisão não vai trazer reflexos significativos para o Brasil. ''O Brasil estava doente economicamente e precisava do FMI que ajudou a superar momentos difíceis. Por prudência, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resolveu manter o contrato com o FMI. Agora, que a economia está estável, não tinha sentido manter o acordo'', ponderou Loyola, que participou do V Encontro das Empresas Conveniadas do Centro Universitário Positivo (UnicenP).
Loyola elogiou a gestão macroeconômica do governo Lula que teria conseguido recuperar a credibilidade do mercado internacional, reduzindo o risco País e a inflação. ''O que não tem como o governo federal fazer neste momento é abandonar as políticas econômicas que estão sendo praticadas, sob pena de errar. As atuais políticas monetárias e fiscais serão mantidas porque estão funcionando como vacinas'', explicou.
Gustavo Loyola não acredita que o Brasil volte a precisar do FMI. A não ser que haja uma crise externa de grandes proporções que abale o mundo. Para manter o crescimento econômico, Loyola acredita que o Brasil não pode reduzir a meta fiscal de 4,25%. ''Para garantir a credibilidade, é fundamental que o superávit fiscal não caía'', ponderou.


