Loyola condena abuso no cheque pré-datado
BRASÍLIA - O Banco Central não adotará qualquer medida para limitar o uso do pré-datado pelo comércio, garantiu ontem o presidente do BC, Gustavo Loyola. Segundo ele, as dificuldades que o comércio vem enfrentando, com o uso indiscriminado dos pré-datados, que são aceitos até para a compra de comida, é um problema do setor. O governo não pode ter uma atitude paternalista sobre isso, disse.
O presidente do BC classificou o pré-datado como a crônica de uma morte anunciada. Loyola afirmou que o Banco Central cansou de alertar o comércio para o fato de que o pré-datado iria acabar desacreditando o cheque. Ele se transformou num instrumento fácil de dar crédito, sem a necessária cautela.
Loyola foi duro ao criticar as facilidades dadas pelo comércio na venda a prazo com cheques pré-datados. Hoje quem tem talão de cheques tem crédito, disse, acrescentando que as lojas não tomam os cuidados necessários nem mesmo para verificar se o cheque é roubado. O uso do pré-datado para a compra de comida também foi criticado pelo presidente do BC. Loyola disse que uma coisa é conceder crédito para a aquisição de um bem durável, cuja garantia do pagamento é o próprio bem. Outracoisa é vender a crédito comida.





