A Federação Nacional dos Empresários Lotéricos (Fenal) está se mobilizando para tentar evitar que a Caixa Econômica Federal dê prosseguimento ao projeto PopBanco, que irá oferecer vários serviços através de terminais instalados em padarias. Os serviços serão os mesmos oferecidos pelas redes lotéricas, com exceção dos jogos de loteria.
‘‘A Caixa tem que ter ética, respeito à nossa categoria profissional. Se não podemos vender outros produtos senão os da marca Caixa, o banco também não poderia criar uma rede paralela para concorrer conosco’’, protesta o presidente do Sindicato dos Empresários Lotéricos do Estado do Paraná e vice-presidente da Fenal, Aldemar Mascarenhas, de Londrina.
Segundo Mascarenhas, os empresários do setor só souberam do projeto PopBanco, inicialmente chamado de Ponto K, por meio da imprensa. Tão logo tomaram conhecimento, foi encaminhada uma carta à presidência da Caixa pedindo esclarecimentos e informações sobre os requisitos para que os terminais fossem instalados nos estabelecimentos.
‘‘A Caixa demorou mais de 30 dias para nos dar informações e a resposta não nos convenceu. Nesse tempo, o projeto tomou proporções e a Fenal entrou com uma interpelação na Justiça Federal de Goiânia, onde fica a sede da federação’’, informa Mascarenhas.
Ele diz que para se credenciar como empresário lotérico, o interessado tem que participar de processo licitatório, obedecer padronização visual, trabalhar com exclusividade com os produtos do banco ou conveniados e ainda cumprir metas estabelecidas pelo banco. ‘‘Nós queremos saber se a rede paralela terá o mesmo tratamento’’.
De acordo com Mascarenhas, e rede lotérica gera, no Brasil, 45 mil empregos e, em média, R$ 1 bilhão por ano para as áreas de seguridade social do governo federal, recursos originários dos jogos lotéricos. Na rede lotérica é possível fazer depósitos e saques em contas corrente e poupança, pagamento para aposentados, pagamento de seguro desemprego e de alguns impostos, como o IPTU.
O projeto PopBanco foi lançado recentemente em São Paulo e a previsão é instalar 2.500 terminais em padarias dos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

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