Lote chega a ser vendido a US$ 91/t
Os lotes para exportação são vendidos por preços entre US$ 88,00/tonelada e US$ 91,00/tonelada, preço FOB estivado no Porto de Paranaguá. A US$ 88,00/tonelada, o negócio para exportação será liquidado, por exemplo, a R$ 8,00/saca e R$ 8,10/saca no oeste do Paraná, acima dos R$ 7,30/saca e R$ 7,50/saca pagos aos produtores locais no mercado interno. Quando exportam, os vendedores conseguem receber mais, afirmou o analista Leonardo Sologuren, da FNP. Farnesi, da Secretaria de Comercialização, afirmou os lotes exportados liquidam a R$ 8,00/saca em Santa Catarina.
As indústrias catarinenses mostraram, anteontem, interesse de compra a R$ 8,50/saca, preço CIF, mas não negociaram. Para Sologuren, os preços do milho para exportação podem subir, seguindo as oscilações das cotações na Argentina, onde o milho para exportação é negociada a US$ 89,00/tonelada.
Atualmente, os principais compradores do milho brasileiro são os países da Europa, principalmente Espanha e Portugal. Outros compradores, como o Japão, mostram interesse em comprar grãos do Brasil. O mercado comenta que um comprador do Japão está visitando cooperativas de produtores do Paraná para analisar a qualidade dos grãos, disse um corretor gaúcho.
O Japão mostra resistência em comprar dos Estados Unidos depois dos temores em relação à variedade transgênica Starlink, da Aventis. Os japoneses poderão comprar do Brasil, afirmou um corretor. Sologuren e Turra afirmaram que, até agora, os importadores não ofereceram um prêmio pelo milho do Brasil, cujo sistema de produção não permite o plantio de variedades geneticamente modificadas. Oficialmente ainda não se paga um prêmio, mas isso pode acontecer quando a oferta mundial for menor, disse Turra, acrescentando que os brasileiros iniciam os negócios pedindo US$ 92,00/tonelada, mas os negócios acabam sendo fechados por US$ 88,00/tonelada.
Oferta interna Para analistas, apesar do bom volume exportado, no curto prazo as agroindústrias brasileiras continuarão tranquilas, pois não deve haver problemas de abastecimento. A oferta pode ficar um pouco mais apertada no segundo semestre, mas o quadro vai depender do tamanho da safrinha, disse Flavio Turra, da Ocepar.
Levantamentos da FNP mostram que a área plantada com milho safrinha neste ano deve somar 2,414 milhões de hectares, alta de 17% em relação a safrinha de 2000. A produção deve crescer 26,8%, de 3,995 milhões de toneladas em 2000 para 5,075 milhões de toneladas neste ano. É bom lembrar que a safrinha do ano passado foi muito prejudicada pela geada e que a produção foi significativamente menor, afirmou Leonardo Sologuren, da FNP Consultoria.(AE)





