Longevidade tem impacto na previdência social
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sábado, 02 de dezembro de 2006
Alaor Barbosa<br> Agência Estado 
Rio de Janeiro - O aumento da expectativa de vida do brasileiro, conforme divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge), tem impacto direto nas contas da previdência social e no aumento do déficit da previdência oficial. ''Quanto mais tempo uma pessoa vive, mais os custos com a aposentadoria. Como o valor da contribuição é fixa, determinada por lei, haverá mais despesas ao longo da vida do aposentado'', conforme explicou o vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg), Nilton Molina. ''Esse é um outro motivo para o governo analisar a reforma da previdência oficial com mais urgência'', defendeu.
Conforme a ''tábua de mortalidade'' referente a 2005, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer subiu para 71,9 anos, com aumento de 2 meses e 12 dias em relação a 2004. Em relação ao ano 2000 houve aumento de quase um ano e meio, já que naquele ano os dados do IBGE apontavam para uma média de expectativa de vida ao nascer em torno de 70,4 anos. A tendência é que esse movimento se mantenha nos próximos anos. Para 2010, por exemplo, as projeções indicam que a expectativa de vida do brasileiro subirá para 73,4 anos e para 76,1 anos em 2020. ''Esse é fenômeno mundial, que está afetando o sistema previdenciário de todo mundo'', complementou o vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg).
O fenômeno da longevidade, na verdade, é cada vez mais relevante em todas as faixas etárias, conforme os dados do Ibge. Quem tem 30 anos de idade, por exemplo, poderá viver mais 45,8 anos, conforme a 'tábua' do Ibge. Quem tem 35 viverá outros 41,3 anos e quem está com 50 poderá viver mais 28,5 anos, em termos probabilísticos. Quem tem 80 ou mais anos, ainda terá cerca de 9,3 anos de vida, pelas contas do Ibge.
Atualmente, conforme dados do Ministério da Previdência Social (MPS), o País tem 21,5 milhões de aposentados, além de outros 2,92 milhões de beneficiários assistenciais, totalizando 24,43 milhões de pessoas atendidas pela previdência oficial. Desse total, 7,2 milhões estão no setor rural, onde 99% recebem um salário-mínimo mensal (R$ 350,00).


