Londrinenses vão consumir R$ 10,7 bi neste ano
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
Nelson Bortolin <br>Reportagem Local 
Apesar de vir perdendo participação no Produto Interno Bruto (PIB) nacional nos últimos anos, Londrina continua a crescer como polo de consumo. Com um total de R$ 10,7 bilhões estimados para este ano, a cidade ganhou duas posições no ranking nacional feito pela Marketing Editora. Passou do 38º para 36º lugar entre os municípios brasileiros com maior potencial de consumo. O crescimento nominal foi de 9%, já que, no ano passado, o total projetado foi de R$ 9,8 bilhões.
Com R$ 43,2 bi estimados para 2013, Curitiba perdeu para Salvador (BA) a quinta posição obtida no ano passado. Já Maringá, ganhou um posto. Subiu do 45º para o 44º, tendo um consumo estimado em R$ 8,7 bi neste ano.
Com base em dados oficiais, o IPC Maps analisa 22 setores de consumo, entre eles, manutenção do lar, alimentação dentro e fora do domicílio, materiais de construção, gastos com veículos, com medicamentos, despesas com viagens, transporte, bebidas, calçados, e roupas. E considera oito classes sociais: A1, A2, B1, B2, C1, C2, D, e E (ver quadro com a renda média de cada).
Dos R$ 10,7 bilhões a serem consumidos em Londrina, a maior fatia, R$ 2,522 bi, vai para um grupo bem genérico de gastos, o de manutenção do lar. Em segundo lugar, com R$ 2,385 bi, vem um grupo ainda mais genérico, o de ''outras despesas''. Ali estão gastos com cabeleireiros, empregados domésticos, até alimentos para animais, imposto de renda, e seguro de vida. Este grupo inclui também a aquisição de veículos. Em terceiro lugar, de acordo com IPC Maps, vem a alimentação em domicílio, com R$ 1 bilhão.
Boa notícia para as lojas de materiais de construção, oficinas mecânicas, autoelétricas, restaurantes, lanchonetes e farmácias. Serão consumidos quase R$ 1 bi em material de construção. O valor exato é R$ 967 milhões. As despesas com veículo próprio devem responder por R$ 594 milhões. E a alimentação fora de casa, por R$ 427 milhões. Medicamentos levarão cerca de R$ 350 milhões. Valor próximo a isso será gasto com roupas.
A exemplo do resto do País, as livrarias e papelarias são os setores que ficarão com a menor parte do potencial de consumo em Londrina. Apenas cerca de R$ 47 milhões serão gastos com livros e materiais escolares.
O diretor do IPC Maps, Marcos Pazzini explica que o índice é feito a partir de análise do PIB. ''Usamos somente a parte que trata do consumo das famílias e não da riqueza produzida em determinado local'', afirma. Segundo ele, o potencial de consumo de Londrina não é influenciado pelos moradores da região. ''Levamos em conta apenas os habitantes do local'', conta.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, há muita gente, principalmente os produtores rurais, que geram riqueza em outros municípios, mas consomem em Londrina. Essa seria a justificativa para explicar o fato de o consumo crescer, embora a participação da cidade no PIB nacional venha caindo. ''Temos muita receita de gente que tem terra longe daqui, mas reside aqui e injeta dinheiro em Londrina'', declara.
Balan também credita ao aumento de renda da população mais pobre o crescimento do potencial de consumo na cidade.



