Londrinenses valorizam mais o artesanato
De acordo com Marilda Camargo, presidente do Grupo de Mulheres Solidariedade, a demanda de produtos feitos à mão tanto nas feiras quanto fora delas está grande, mostrando que o público londrinense valoriza cada vez mais o artesanato. ''Temos um número crescente de pessoas buscando o trabalho artesanal como presentes de qualidade e com melhor preço'', ressalta Sueli Galhardi, secretária municipal de Políticas para Mulheres.
No Centro Público de Economia Solidária, as vendas dos 35 grupos formados já superou as do ano passado, afirma Nelma Liberato, gerente de Inclusão Produtiva da Economia Solidária. ''Como aqui produzimos em baixa escala, as pessoas têm vindo procurar peças mais exclusivas'', comenta a coordenadora.
Exemplo de trabalho exclusivo e de alto valor agregado é o da artesã Maria José Lopes, do Patrimônio Selva. Ela está aproveitando materiais que iriam para o lixo como palhade milho, fibra de bananeira e até raiz do pé de café para fazer cachepôs, cestas e decoração de árvores para o seu primeiro Natal. As cestas saem por preços que variam de R$30 a R$80, dependendo do tamanho e da decoração.
Em geral, quando procuram o artesanato, as pessoas já têm consciência de que estão assim gerando trabalho e renda de artesãos que estavam fora do mercado de trabalho, acrescenta a gerente de Inclusão Produtiva da Economia Solidária. Segundo Nelma, o rendimento individual dos empreendedores gerado pelo artesanato na Economia Solidária hoje gira em torno de um salário mínimo por mês.(M.F.C.)





