Londrinenses querem se presentear mais com o 13º
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Mie Francine Chiba <br> <br> Reportagem Local 
Dentro de um período de quatro anos, diminuiu o número de londrinenses que pretendiam destinar o seu 13º salário para o pagamento de dívidas e aumentou a quantidade daqueles que pensavam usar o dinheiro extra para agradar a si mesmo com presentes. A constatação veio a partir de um levantamento realizado pela Chiusoli Pesquisas, de Londrina, junto a 400 pessoas no centro da cidade no início deste mês. O objetivo era descobrir o que os consumidores pretendiam fazer ou fariam com as parcelas do 13º pagamento.
Conforme a pesquisa, em 2007, 53,9% dos londrinenses afirmaram que iriam usar a primeira parcela do salário extra de fim de ano para pagar dívidas. Em 2011, este percentual diminuiu para 32,3%. Em relação à segunda parcela, a proporção também diminuiu, de 36,4% em 2007 para 27,8% em 2011.
Em compensação, o número de consumidores que compraram ou planejam comprar produtos para si aumentou de 9,7% em 2007 para 16,5% em 2011 com a primeira parcela e de 12,6% para 16,5%, nos mesmos anos, com a segunda parcela. ''O que se percebe é que o pagamento de dívidas continua sendo o primeiro ponto, mas o consumidor está se endividando menos e está tendo a oportunidade de comprar produtos para si mesmo'', analisa Cláudio Luiz Chiusoli, sócio-diretor da Chiusoli Pesquisas e economista docente do curso de Administração da Universidade Norte do Paraná (Unopar).
Para ele, o resultado reflete a melhoria na situação econômica do trabalhador. ''A população está tendo mais acesso às compras por causa do crescimento da economia. E para o comércio, gera expectativa de vendas mesmo que sejam valores pequenos.''
Yukio Ajita, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval) e dono das Casas Ajita diz sentir que o londrinense gasta cada vez mais, principalmente no crediário. ''As vendas não têm caído. A dificuldade está no recebimento.'' De acordo com ele, as vendas a prazo representam cerca de 85% em suas lojas.
Crédito
Marcelo Ontivero, diretor comercial da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), acrescenta que o consumidor está sendo levado a comprar mais pela facilidade de crédito e boas condições de pagamento oferecidas. Consequentemente, cresce a inadimplência. O índice de inadimplência no comércio, de acordo com Ontivero, teve aumento de cerca de 10% no acumulado de janeiro a novembro deste ano.
Por outro lado, pondera, o consumidor está se mostrando interessado em negociar ou quitar suas dívidas. ''Ele quer limpar seu nome para poder fazer uma nova compra, um financiamento'', afirma o diretor comercial da Acil. ''Sempre nesta época do ano tem dois eventos ocorrendo paralelamente: o consumidor comprando e saldando dívidas. A gente nota aumento tanto de um lado quanto de outro.''
Ontivero comentou ainda que, com a redução do Imposto sobre Produtos Importados (IPI), o consumidor antecipou suas compras e comprou produtos com valor agregado maior. ''Aqueles que estavam se programando para comprar com um prazo mais longo anteciparam suas compras e adquiriram produtos com valor agregado maior.''



