Kraw PenasReivindicaçãoA comitiva de Londrina, com o jornalista João Milanez e o vice-prefeito Alex Canziani, foi recebida pela diretoria da Compagás: ramal do gasoduto Brasil-Bolívia para a região Norte

Lideranças políticas e empresariais de Londrina começaram a se articular para pressionar a Petrobrás a alterar o traçado inicial do gasoduto da Bolívia, que cortará apenas a região Leste e Sul do Paraná. Representantaes do Grupo Promotor do Desenvolvimento Regional de Londrina (GPDR) entregaram ontem ao diretor-presidente da Companhia Parananese de Gás (Compagás), Luiz Bruel, um documento que pede um ramal do gasoduto para a região Norte. Amanhã, eles apresentarão a proposta para a diretoria da Petrobrás, em uma reunião no Rio de Janeiro.
Estiveram presentes na reunião o vice-prefeito de Londrina, Alex Canziani, e os diretores do GPDR: Otávio Cesário Pereira (presidente), Alfons Gardemann (vice), Marcus Grassano (diretor jurídico) e João Milanez (presidente do Conselho de Administração da Folha). O secretário de Desenvolvimento do Instituto Paraná Desenvolvimento, Carlos Gloger, também participou do encontro.
O presidente da Compagás informou aos empresários que dificilmente haverá alteração na rota do gasoduto. ‘‘É muito difícil que a Petrobrás concorde com uma mudança a essa altura’’, afirmou Bruel. Mas ele apresentou como alternativa a construção de um segundo gasoduto que está sendo negociado com a Argentina.
A Compagás assinou ontem um convênio com o consórcio canadense Alberto Energie Company, que tem interesse em construir um gasoduto da Argentina para o Brasil. A parceria é para fazer um estudo da viabilidade do projeto. O gasoduto entraria no País por Foz do Iguaçu e cortaria o Estado no sentido transversal.
‘‘É mais fácil conseguirmos atender a região norte com esse traçado’’, explicou Bruel. O gasoduto argentino terá um investimento da iniciativa privada de R$ 1,5 bilhão. Se o projeto for aprovado, ele ficará pronto em três anos.
O gasoduto da Bolívia entrará no País por São Paulo. No Paraná, ele terá uma extensão de 180 quilômetros, atendendo principalmente a região metropolitana de Curitiba. A Compagás quer ampliar o traçado até o município de Ponta Grossa. Mas a Petrobrás ainda não deu o aval. O gasoduto boliviano atenderá os principais pólos consumidores de gás natural. Somente em Curitiba são consumidos 2,1 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Em Londrina, o consumo é de 265 mil metros cúbicos por dia.

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