Londrinenses preocupados com o futuro
O administrador de empresas Lucas Inoue tem apenas 23 anos, mas já contribui com a previdência privada há três. ''Meus pais começaram para mim'', conta. Na verdade, Inoue tem dois planos: um funciona como uma poupança para saque em momentos de necessidade e outro visa a própria aposentadoria.
O jovem até já sabe quando irá começar a receber o benefício: quando completar 54 anos. ''Eu deposito o que sobra. Tem mês que coloco R$ 2 mil e em outro não coloco nada'', explica.
A imobiliarista Goreti Ferrari mantém há cerca de 5 anos um plano do mesmo banco de Inoue, a Caixa Econômica, no qual deposita R$ 150 por mês. Ela ainda deve levar uns 10 anos para se aposentar, mas sabe que a renda será um pequeno complemento. ''Eu deveria ter começado mais cedo, lá pelos 18 anos'', afirma.
A bancária da Caixa Rosimeire Alfieri paga três planos de previdência privada desde que começou a trabalhar no banco há 8 anos - para ela e para os dois filhos de 11 e 21 anos. Por mês, ela deposita cerca de R$ 500 no total. ''Não deposito para os meninos pensando na aposentadoria deles, mas para que possam realizar um sonho depois da faculdade, como ir estudar fora'', alega. Segundo a bancária, os filhos nem sabem da existência dos planos.
Além de permitir o sonho dos filhos, ela se sente mais segura quando pensa que, ''se vier a faltar'', os jovens terão com que contar. ''O plano neste caso vai suprir aquilo que eu não poderei mais fazer por eles'', declara.
Já o advogado Armando Mauri Spiccacchi, 59 anos, deve ser um dos mais antigos clientes de previdência privada de Londrina. Ele comprou seu plano em 1972, quando o produto foi lançado pelo Banco do Brasil. Depois, fez a migração para a Caixa. Atualmente, ele está depositando R$ 1.200 mensais. Não fossem alguns saques que teve de fazer nesses 40 anos, os valores não precisariam ser tão altos.
''Eu já poderia ter começado a receber o benefício, mas estou repondo o valor que tive de retirar. Minha ideia é receber R$ 3.500 por mês. Para isso, tenho de ter um capital acumulado de R$ 300 mil no plano'', afirma. O advogado, que recebe cerca de R$ 2 mil de aposentadoria do INSS há sete anos, quer passar a receber a previdência privada aos 65 anos de idade. ''Eu acho que os pais que têm condições deveriam fazer um plano para os filhos desde pequenos. O futuro é incerto'', declara.(N.B.)





