Londrinenses pensam em saldar débitos
É fácil comprovar nas ruas de Londrina que a família brasileira endividou-se demais nos últimos anos. Raro é encontrar quem não deve nada. Com um débito de cerca de R$ 80 mil no cartão de crédito num banco privado, o produtor rural Moacir Emílio de Souza, 56 anos, não consegue sequer pagar os juros.
Agora, ele pretende mudar sua conta para uma instituição pública e aproveitar as taxas mais baixas. ''Vou colocar meu sítio como garantia para conseguir um empréstimo e quitar o débito no meu banco atual'', explica.
Outro que pensa em procurar a Caixa ou o Banco do Brasil é o vendedor Rogério Alves, de 38 anos. Ele deve cerca de R$ 4 mil no cartão de crédito, depois de uma recente negociação com o banco privado onde tem conta. ''Se a gente multiplicar o valor das parcelas dá quase o dobro'', reclama.
Já o gerente comercial Helton Carvalho Assi - 33 anos e recém-casado - tem um empréstimo de R$ 4 mil feito num banco privado, mas está contente com a taxa de 3,1% que conseguiu por meio de consignação em folha de pagamento da sua esposa. ''Para mim está tranquilo'', ressalta.
O gerente de vendas Lourenço Golfetto não tem do que reclamar. Ele tinha uma dívida principal de R$ 6 mil num banco particular, mas com os juros chegava a R$ 12 mil. ''Fui procurado por uma empresa terceirizada de cobrança que fez uma proposta muito boa. Quitei a dívida por R$ 1.729 e estou com o nome limpo'', conta. (N.B.)





