Londrinenses gastam mais com alimentação
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quinta-feira, 30 de junho de 2005
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Nas compras do mês, os londrinenses preferem destinar a maior parte do orçamento para gastos com alimentação. Arroz, feijão, frutas e legumes estão no topo da preferência, mas estão seguidos, de perto, pelos produtos de limpeza. Quando se trata de marcas tradicionais, a maioria dos consumidores prefere optar por produtos conhecidos. Já nos itens de limpeza, muitos aproveitam as promoções.
A professora Maria do Carmo Caldonazio Correa diz que os alimentos são prioridade em suas compras. No entanto, há dois anos ela voltou a consumir produtos como iogurtes e cereais. ''Sempre comprei esse tipo de produto, mas passamos algumas necessidades durante um período e parei de comprar'', comenta. Ela diz que é fiel apenas à uma marca de sabão em pó, o restante dos produtos, Maria do Carmo costuma substituir por itens similares mais baratos.
A aposentada Rasma Gonçalves costuma dar preferência, em suas compras de mês, para alimentos como leite, café, carnes e legumes. No entanto, a aposentada também acompanha as promoções e adquire sopas semiprontas, maionese e iogurte. Para reduzir o orçamento das compras, Rasma também costuma optar por marcas mais baratas. ''Se o produto for bom aí continuo comprando, se não volto à marca anterior'', comenta.
A dona de casa Maria Marques, também costuma comprar produtos em oferta. ''Evito comprar produtos caros e, às vezes, incluo produtos mais supérfluos como iogurte e bolachas'', afirma. No entanto, ela acrescenta que esses itens já foram cortados das suas compras quando seus filhos cresceram, há alguns anos. O motorista Renato Gomes diz que costuma comprar as mesmas coisas em todas as suas compras. ''Compro o básico mesmo, arroz, feijão, carne, verduras e frutas'', diz. Ele também inclui petit-suisse e bolachas para seu filho. Neste caso, as marcas escolhidas são sempre as mesmas.
Hábitos variados - Já nos supermercados da cidade as mudanças de hábito dos consumidores é sentida de forma variada. Em uma rede estadual de supermercados, há dois meses, houve um incremento nas vendas de arroz parbolizado (83%) e cerveja em garrafa (90%) na sua loja de Londrina, com relação ao mesmo período do ano passado. Já no setor de hortifrutigranjeiros, não houve qualquer mudança de hábito. ''As ofertas é que giram mais mesmo, mas caiu o consumo de algumas frutas, como a maçã, porque os preços subiram'', informa Alaiton Villas Boas, encarregado de hortifruti.
Já a Rede Ales - que agrega pequenos supermercados - registrou uma retração de 10% nas vendas, nos últimos dois meses, nos supermercados instalados na periferia. ''Os supermercados que não ficam na periferia não sentem tanto porque o perfil dos consumidores é diferente. Já os moradores da periferia já cortaram outros produtos e agora estão reduzindo a comida'', analisa Luiz Cláudio Depieri Vicente, presidente da Rede Ales, que congrega 50 supermercados. Ele acrescenta que os preços não subiram e que algumas mercadorias apresentaram até um deflator.
Cláudia da Silva Oliveira, subgerente de um supermercado de médio porte, instalado na região central de Londrina, diz que o estabelecimento não registrou qualquer mudança nos hábitos de seus consumidores. ''Não modificamos em nada as nossas compras. Está tudo normal'', afirma.


