Somente 28,7% dos londrinenses concordam que a cidade teve um bom desenvolvimento econômico nos últimos anos e apenas 39,9% acham que Londrina oferece boas opções de emprego. Os dados fazem parte da 4ª Pesquisa de Percepção da População sobre a Cidade de Londrina, encomendada pelo Fórum Desenvolve Londrina, que comemora seus 10 anos.
Tendo ouvido em agosto 1.064 londrinenses adultos de todas as regiões da cidade, o levantamento feito pela Litz Estratégia e Marketing tem 3% de margem de erro. Os pesquisados são convidados a responder se concordam totalmente, concordam, nem concordam nem discordam, discordam ou discordam totalmente de determinada afirmação. As respostas resultam numa avaliação média que vai de zero a 5,0. Em relação à primeira questão, a média atual é de 2,8, a mesma de 2013 e abaixo da referente a 2014 (3,0). Sobre a segunda, a média caiu de 3,8 em 2012 para 3,0 neste ano.
Do ponto de vista econômico, o levantamento ainda submeteu os entrevistados a três outras questões. Uma delas é: a "cidade oferece uma boa perspectiva de futuro aos seus moradores". 45,5% concordam totalmente ou concordam. A média neste caso caiu de 3,3 em 2012 para 2,8 neste ano. "Existe boa condição de crescimento de carreira na cidade de Londrina". Em relação a essa, 41,6% concordam totalmente ou concordam. A média saiu de 3,6 em 2012 para 3,2 neste ano.
Por último, a pesquisa submeteu os entrevistados à seguinte afirmação: "É fácil abrir uma empresa na cidade de Londrina". Somente 26,4% concordaram totalmente ou concordaram, resultando numa média de 2,8. Em 2012, havia sido 3,3.
Representante da Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec) e da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina, Paulo Varela Sandin atribui a insatisfação dos londrinenses em relação à economia da cidade a dois motivos. "Londrina não tem conseguido atrair empresas como deveria. Isso já ocorre há muitos anos. O município está desenvolvendo uma série de ações para reverter esse quadro", declara.
Outra razão, segundo ele, é a crise econômica pela qual passa o País. O coordenador da pesquisa, Fábio Pozza, que é diretor de Marketing e Expansão da Cebrac, concorda. "Acho que tem muito a ver com a situação que o País vive hoje." O gerente regional do Sebrae, Heverson Feliciano, faz a mesma avaliação. "Os indicadores gerais do País deixam o londrinense mais desmotivado", afirma.

INDICADORES

O Fórum Desenvolve Londrina também divulgou ontem o Manual de Indicadores de Desenvolvimento atualizado. Em 2014, o número de concessão de alvarás pela Prefeitura caiu 9% na comparação com 2013. Saiu de 7.071 e foi para 6.439. A taxa de crescimento das atividades empresariais vem desacelerando desde 2012, quando era de 3,5% na comparação com 2011. Ela baixou para 4,8% em 2013 e chegou a 1,29% no ano passado.
"Não temos como interpretar por enquanto essa queda no número de alvarás. Temos de fazer comparações com outras cidade, o que será feito em janeiro", afirma Feliciano. Já a diminuição proporcional da taxa de crescimento empresarial, segundo ele, pode estar relacionada com o aumento da base.
A boa notícia é que o número de engenheiros formados no município vem subindo desde 2010. Naquele ano foram 187. Em 2014, foram 347. A falta de mão de obra em engenharia é tida como uma das desafios para a economia local. (Leia mais sobre o assunto no Caderno de Cidades)

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