Londrinenses esperam empate com 97
Londrinenses esperam empate com 97
As vendas para o Dia das Mães aumentaram em Londrina desde quinta-feira, quando os salários de abril foram pagos, mas o comércio estima que o movimento este ano seja, na melhor das hipóteses, igual ao de 1997. Desemprego e falta de dinheiro são as principais razões da previsão. Para hoje os lojistas estão prevendo corrida às lojas, que estarão abertas das 9 às 18 horas.
Os números do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) mostram repetição no volume de consultas este ano em relação ao anterior. De segunda-feira até ontem, o sistema registrou 20.230 consultas. No mesmo período de 97, foram 20.501 consultas.
O gerente da Arapuã, João Carneiro, acredita que venderá o mesmo que no ano passado. O desemprego e o fato dos salários não estarem aumentando têm influência direta nas vendas, diz ele, que mesmo assim espera um grande movimento em sua loja hoje. Todo mundo deixa para comprar na última hora. Desde quinta-feira, o movimento vem aumentando dia-a-dia.
Carneiro conta que os produtos mais procurados pelos filhos são os eletroportáteis (liquidificadores, multiprocessadores, batedeiras, entre outros), que custam de R$ 20 a R$ 150. Também estamos vendendo muitos microondas, com preços que variam de R$ 189 a R$ 238, diz.
A gerente da loja central do Boticário em Londrina, Vera Lúcia Mairink, está mais otimista. Ela prevê aumento de 15% nas vendas deste Dia das Mães em relação ao ano passado. O motivo é a migração do consumo para produtos mais baratos como os perfumes, que custam de R$ 9,50 a R$ 29. Perfume é um presente de uso pessoal que agrada qualquer mãe, diz. Vera conta que, no início desta semana, a maioria das pessoas entrava na loja apenas para pesquisar os preços. As vendas aumentaram mesmo na quinta-feira, quando atendemos cerca de 800 consumidores, calcula. Ontem, ela diz que mais de mil pessoas entraram na loja. Hoje, esperamos receber 2 mil.
Na loja Self Service Calçados, a procura maior tem sido por sapatos e bolsas, que custam de R$ 20 a R$ 30, segundo a gerente Sandra Leite. Ela estima vender o mesmo que em 97. A situação do País fez com que as pessoas deixassem de ser consumistas. O desemprego assusta. Desde janeiro, atendo cerca de cinco pessoas por dia atrás de emprego na loja. No mesmo período do ano passado, a média era de duas pessoas/dia. Por conta disso, Sandra diz que ficará satisfeita com a repetição das vendas de 97. Em comparação com o mês passado, o desempenho será 40% maior, prevê. Hoje, espero tumulto total na loja. (Cláudia Lopes)





