Londrinenses driblam insegurança
A segurança dos cartões pré-pagos para viagens internacionais não parece mais seduzir o turista londrinense. Mesmo que o dinheiro de plástico possa ser cancelado em caso de roubo ou perda, com reposição em 72 horas, a economia de 6% no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) faz com que os viajantes troquem o cômodo pelos dólares a mais no bolso.
A professora aposentada Marli Lopes Monteiro chegou no último dia 24 de uma viagem ao Uruguai, toda custeada em dinheiro vivo. "Usava muito o cartão pré-pago anteriormente, mas agora levo dinheiro porque do outro jeito ficou muito caro", diz. No entanto, ela sentiu maior insegurança com a mudança. "Tanto que uma das que estavam na excursão foi roubada. Tem de levar pouco dinheiro quando sair e não usar bolsa", sugere.
Da mesma forma, a assistente social aposentada Ivanir Bertochi de Assis conta que costuma viajar duas vezes ao ano, mas que, pela primeira vez, pretende comprar quase o valor total que pretende gastar em viagem à Patagônia, na Argentina, em dinheiro em espécie. "Dependendo do destino, levava traveller checks (cheque de viagem) ou cartão, que era mais prático, mas com essa novidade do governo, vou levar dinheiro", conta. Ela também tem estratégias para evitar dores de cabeça com roubos. "Sempre levo aquela bolsinha junto ao corpo e divido o dinheiro em vários lugares, mas sem colocar na mala." (F.G.)





