Em Londrina, empresas de terceirização de serviços discutem como lidar com a nova taxa. Setores com maior liquidez no mercado tendem a repassar com mais facilidade o aumento da alíquota para seus clientes, mesmo que isso implique em redução da procura. Por outro lado, segmentos com pequena participação de mercado e complicações econômicas devem enfrentar dificuldades para absorver o tributo.
Em uma empresa de segurança londrinense, a discussão sobre a nova Cofins gira em torno de duas alternativas: o repasse para os clientes ou a absorção do imposto pelo lucro. Lucineide Brustolin, do Departamento de Recursos Humanos da empresa, disse à Folha que reuniões já estão agendadas para esta semana com contabilistas para definir qual é a melhor opção. ''Temos um bom mercado em Londrina, mas sabemos que se repassarmos o aumento para o consumidor, a redução na procura será automática'', diz.
Da mesma forma age uma empresa de serviços de limpeza, que também deve definir nas próximas semanas como amortizar o impacto da nova Cofins. Uma funcionária da firma afirmou que a questão está sendo discutida.
Os setores de construção civil e os serviços de condomínio também devem apresentar reflexos em curto prazo. O Sindicato da Habitação e Condomínios de São Paulo (Secovi-SP), espera por aumento de 5% nos valores das taxas condominiais no estado, decorrentes de possíveis altas nos preços dos serviços terceirizados, como contabilidade e administração.

mockup