Londrinense quer mais supermercados
Os londrinenses não entendem as razões da Lei da Muralha e querem mais supermercados na cidade. Em enquete realizada na última quarta-feira, a reportagem não encontrou nenhum cidadão que defendesse a lei.
''Mercado é sempre bom'', afirmou a médica Daniela Lima dos Santos, após terminar suas compras num estabelecimento da Rua Maringá. Segundo ela, tendo estacionamento, os supermercados não atrapalham o trânsito.
A professora Zumária Cezar ficou surpresa ao ser informada pela FOLHA do tamanho do quadrilátero estabelecido pela lei. ''Achei que era só no centrão. Eu não concordo. Às vezes a gente precisa de algo que só tem para vender nos grandes supermercados. Não dá para a gente se descolar tanto'', reclamou.
Para a aposentada Lisbela Franscisconi, tendo um bom projeto, nenhum estabelecimento vai atrapalhar o trânsito ou a vizinhança. ''Em Londrina ainda faltam supermercados desses bem grandes que tenham todos os produtos que a gente precisa'', alegou. Na opinião dela, a cidade ainda tem espaços que comportam outros estabelecimentos.
O garçom Josmar Santos mora perto de um supermercado da Avenida Tiradentes (Zona Oeste) e declarou que ''supermercado nunca atrapalha''. ''Existem regiões da cidade que não têm um grande supermercado e eles seriam bem-vindos.''
Já a comerciante Andrea Vorussi usou a ''lei da oferta e da procura'' para justificar sua posição contra a Lei da Muralha. ''Quanto mais supermercados, melhor para o consumidor'', declarou. Moradora da Rua Deputado Fernando Ferrari, no Parque Alvorada (zona oeste), ela conta com dois estabelecimentos próximos de casa. ''Além de ser mais fácil de fazer as compras, o movimento e os vigias que trabalham nesses locais ajudaram a diminuir a insegurança no bairro'', ressaltou.
O taxista Maurício Pacheco foi direto. ''Essa lei não tem nada a ver. A cidade precisa crescer. Sou a favor do desenvolvimento de Londrina e da geração de empregos. Além do mais, os supermercados geram muito ICMS'', disse. Dirigindo o dia todo, ele afirmou que os supermercados ''não são os vilões'' do trânsito. (N.B.)





