O preço do kit básico de alimentos sofreu reajuste de 3,31% no mês de outubro se comparado com setembro, em Londrina. A alta foi puxada, principalmente, pelos hortifrutis: a banana subiu +28,12% e a batata +25,12%. O custo para uma família - dois adultos e duas crianças - foi de R$ 583,59, contra R$ 564,88 do mês anterior. Já as depesas com a alimentação para uma pessoa somaram R$ 194,53. Esta é a segunda alta consecutiva. Este ano a cesta acumula alta de 10,47% e nos últimos 12 meses de 22,37%.
Dos 13 produtos da cesta básica, nove ficaram mais caros. Além da banana e da batata, os preços do açúcar, carne, farinha de trigo, leite, margarina, óleo de soja e tomate contribuíram para o reajuste do kit. Apenas quatro itens ficaram mais em conta para o consumidor: arroz, café, feijão, pão francês.
O economista Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da pesquisa que acompanha a evolução dos preços em Londrina, comentou que um dos fatores para a alta acentuada dos hortifrutis é que o levantamento foi realizado na segunda-feira, dia em que normalmente não acontece promoções desses produtos nos supermercados.
No entanto, ele adiantou que tradicionalmente os dois últimos meses do ano registram alta nos preços dos alimentos, principalmente por causa das festas de Natal e Ano Novo. ''Por isso é importante que o consumidor realize pesquisa para se resguardar dos reajustes'', alertou. O levantamento da cesta básica é realizado mensalmente em nove supermercados da cidade por alunos da Empresa Júnior da Universidade Pitágoras.
Conforme a pesquisa, se a compra fosse realizada no supermercado com os preços mais baratos, o custo para uma família seria de R$ 528,12. Se o consumidor não pesquisasse e fizesse a compra no estabelecimento mais caro, desembolsaria R$ 633,75. A diferença registrada aqui é de R$ 105,63 ou 20%. O levantamento ainda apontou que se a pessoa adquirisse os produtos mais baratos de cada supermercado o custo seria de R$ 472,39. Nesse caso, a redução de preço seria de 23,53% se comparado com o valor normal da cesta.
Consumidores
A esteticista Ângela Teixeira pode ser considerada uma consumidora exemplar. Ela contou que faz pesquisa de preço, sempre vai atrás de promoções e, às vezes, até estoca um produto quando o valor é atraente. Na opinião dela, sem pesquisa não tem como economizar. Segundo Ângela, o custo dos alimentos, no geral, tem aumentado muito nas últimas semanas.
A promotora de vendas e vitrinista, Elizabete Aparecida de Ataíde, comentou que nem sempre faz pesquisa de preços, ''só quando dá certo''. As compras dela são geralmente de pequenas quantidades de frutas e verduras, então não dá para perceber muito a diferença de valores de um mês para outro. Mas, Elizabete disse que, no último mês, a sua irmã fez uma compra grande e não conseguiu levar nem metade dos itens adquiridos em setembro.
Já o funcionário público Elton Luiz Lopes dos Santos não é muito adepto de pesquisas. ''Um pouco por falta de tempo, um pouco por comodidade'', admitiu. Frequentador assíduo dos supermercados, Santos frisou que tem percebido um grande reajuste nos preços dos legumes e das verduras. ''Deve ser por causa da chuva'', disse.

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