Viagens de avião de Londrina com destino a Curitiba e São Paulo custam quase 50% a mais do que em cidades como Maringá, onde o fluxo aeroviário é 60% menor. Os preços, aliados à baixa oferta de horários de vôos, estariam dificultando viagens de negócios de executivos londrinenses, que voam para os grandes centros comerciais do País cinco vezes ao mês, em média.
Em Londrina, duas companhias oferecem vôos para São Paulo: a Rio Sul (Varig) e a TAM, que cobram R$ 410,00, mais a taxa de embarque do aeroporto, de R$ 7,20. Para Curitiba, outras duas companhias oferecem o serviço®MD77¯ ®MDNM¯(TAM e Vasp), com preços na faixa dos R$ 310,00.
O engenheiro mecânico Sandro Moreira da Silva, que voa a serviço até três vezes por mês, reclama da falta de vôos diretos, da estrutura do aeroporto de Londrina e principalmente dos preços das passagens. ''São os principais problemas enfrentados pelos usuáruos daqui''. O engenheiro conta que, recentemente, precisou viajar para Porto Alegre e, ao invés de voar até São Paulo para fazer a conexão necessária, foi de carro até Curitiba, onde pegou um avião para a capital gaúcha. Com a empreitada, economizou cerca de R$ 600,00. ''Gastei R$ 150,00 com gasolina, R$ 9,20 para guardar o carro no estacionamento do aeroporto e mais R$ 160,00 com passagens. Se viajasse pela conexão via São Paulo, gastaria mais de R$ 1 mil''. Moreira não acredita que seria possível realizar a mesma tarefa se seu destino de carro fosse Londrina. ''Faltam serviços agregados ao aeroporto daqui''.
Fontes ligadas à agência da Varig de Londrina disseram que os preços das passagens em Londrina são relativamente altos por fatores logísticos. ''Os preços de cada praça são estabelecidos com estudos em conjunto feitos pelas empresas e pelo Departamento de Aviação Civil (DAC), levando-se em conta os preços do combustível, manutenção e o leasing do avião'', explicou uma das fontes. A gerência das outras empresas não foram encontradas pela reportagem da Folha para se pronunciar sobre o assunto.
O presidente de uma grande empresa de Londrina, Flávio Meneghetti, acredita, no entanto, que o maior problema do aeroporto londrinense não seja suas instalações ou o preço das passagens aéreas, mas sim pouca flexibilidade de horários dos vôos, principalmente para Curitiba. ''Os horários de vôos para Curitiba deveriam atender melhor as necessidades dos passageiros'', diz Meneghetti, que voa de cinco a seis vezes por mês.
Três vôos partem diariamente para Curitiba, às 11h45, 16 horas e 18h55. A TAM, uma das empresas que dispõe de vôos para a capital, no entanto, não pretende aumentar o número de vôos. ''Não haveria demanda para mais vôos dos que os já existentes'', explica Valter Passetti, gerente operacional da empresa em Londrina. Os setores responsáveis das outras empresas envolvidas também não foram localizados pela equipe da Folha para se pronunciar sobre o assunto.

mockup