Londrinense irá participar de evento alemão com prêmios nobéis
Stéphanie Tramontin Shinoki, 28, é doutoranda em economia de negócios e está entre os três únicos brasileiros selecionados
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sábado, 29 de março de 2025
Stéphanie Tramontin Shinoki, 28, é doutoranda em economia de negócios e está entre os três únicos brasileiros selecionados
Simoni Saris - Grupo Folha 

A londrinense Stéphanie Tramontin Shinoki está entre os únicos três economistas brasileiros selecionados para participar de um encontro mundial com prêmios nobéis em economia, na Alemanha. Ela cursa o quinto ano do doutorado em economia dos negócios no Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) e foi indicada pela instituição para o processo seletivo realizado pela Academia Brasileira de Ciências. O encontro acontece no próximo mês de agosto.
O Lindau Nobel Meeting in Economics é reconhecido, em nível mundial, como uma grande oportunidade para transferência de conhecimento e experiência entre ganhadores do prêmio Nobel e jovens cientistas. A edição de 2025 do evento será realizada entre 26 e 30 de agosto, na cidade alemã de Lindau, e contará com a presença de 250 jovens pesquisadores de várias partes do planeta.
Neste ano, o evento irá debater, principalmente, a estabilidade dos sistemas financeiros, as instituições em desenvolvimento e as mudanças climáticas.
Feliz e surpresa com a notícia de que seu nome estava entre os três brasileiros escolhidos, Shinoki comemora a oportunidade de trocar conhecimento na área de econometria, mas também de fazer um bom networking durante a viagem à Alemanha.
“Vai agregar bastante, vai ser uma experiência legal, com pessoas muito boas. O programa (do encontroo) é todo feito para trocas e tem vários eventos sociais com os prêmios nobéis. Na inscrição, eles perguntam quais nobéis eu tenho mais vontade de conhecer”, disse a doutoranda.
A londrinense espera poder se encontrar com James Heckman e Guido Imbens, ambos ligados à econometria, uma ferramenta que utiliza a teoria estatística aplicada a objetos econômicos para encontrar causalidade, ou seja, observar o efeito de uma ação em outra.
Heckman é professor emérito de economia da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, e ganhou o prêmio Nobel de Ciências Econômicas em 2000. Imbens, junto com o economista Joshua Angrist, foi vencedor do prêmio em 2021. Premiação dividida com o economista David Card.
Além de poder conversar com os nobéis de econometria sobre questões “mais filosóficas” acerca do seu objeto de estudo, o que pode lhe render muitos “insights”, Shinoki vê na viagem a Lindau uma chance de causar boa impressão nos vencedores do prêmio Nobel. “Se eu conseguir impressioná-los, eles poderão se lembrar de mim no futuro. Se eu for seguir a carreira acadêmica e ser professora em uma universidade pública, no Brasil a seleção é feita por concurso, mas no exterior, é por contratação. Tem que ter carta de recomendação. Mostrar a pesquisa, ser conhecida no meio, ajuda bastante”, disse a estudante.
Shinoki, que tem 28 anos de idade, formou-se em economia pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), no Rio de Janeiro, em 2019. Atualmente, faz um doutorado “sanduíche”, programa no qual parte dos estudos é feita em uma universidade no exterior. No último ano, ela cursou o doutorado na Northwestern University, em Evanston, nos EUA. Ela fica no país norte-americano até agosto e em setembro, depois de sua participação no evento alemão, retorna ao Brasil para concluir o seu doutorado, o que deve acontecer em 2026.


