Londrinense investe em Orlando
Um produtor rural londrinense que preferiu não se identificar comprou um apartamento em Orlando, na Flórida, há um ano e meio. A cidade, que abriga a Walt Disney World, fica a 400 quilômetros de Miami. Ele pagou US$ 180 mil num imóvel de quatro quartos que custava US$ 400 mil antes da crise de 2008.
Apesar de estar acostumado a passar férias nos Estados Unidos, ele afirma que comprou para investir. ''Dei 20% de entrada e tenho 30 anos para pagar o restante'', conta. Os juros são de apenas 8% ao ano e, por isso, ele não pensa em quitar sua dívida.
Com uma mensalidade de aproximadamente US$ 1.000, o produtor rural não tem do que reclamar, pois aluga o imóvel por US$ 200 dólares a diária para turistas que visitam a Disney. Uma empresa contratada pelo londrinense cuida de administrar o apartamento. Ela cobra pelo serviço 10% do valor das diárias.
O imposto de propriedade, segundo ele, é de 3% do valor do apartamento, com pagamento anual. Se houver lucro na locação, também tem de pagar entre 15% e 20% de imposto de renda para o governo dos Estados Unidos. O produtor rural ainda tem uma despesa anual de US$ 500 com contador.
Questionado sobre a burocracia na transação, ele afirma tratar-se de um processo relativamente simples. Na última vez que foi à Flórida, ele já tinha a intenção de fazer o negócio. ''Procurei uma imobiliária que me ajudou a encontrar o imóvel. A própria imobiliária me levou para abrir conta no banco'', explica.
Como não é possível entrar como mais de US$ 10 mil dólares no país, ele teve de voltar e mandar o dinheiro da entrada por meio de uma agência bancária de Londrina. ''A maior dificuldade foi conseguir que o banco enviasse o valor para os Estados Unidos. Os bancos brasileiros fazem muitas exigências.'' Mesmo assim, segundo ele, em uma semana a transação já estava finalizada.
A mensalidade é debitada na conta corrente que ele mantém nos Estados Unidos. ''Costumo deixar lá um dinheiro suficiente para mais ou menos um ano de prestações'', explica. (N.B.)





