Nem todo mundo vai responder à liberação dos recursos do modo que o governo espera, ou seja, consumindo. Muita gente pretende usar o dinheiro do fundo para pagar dívidas.

O ajudante de obra, Sidnei Malta. “Tentar deixar tudo em dia”
O ajudante de obra, Sidnei Malta. “Tentar deixar tudo em dia” | Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha

“Vou usar para pagar água, luz, telefone, alguma conta que esteja atrasada”, disse à reportagem o ajudante de obra, Sidnei Malta. “Vou tentar deixar tudo em dia.”

A cozinheira Luzia de Lima: "Pagar dívidas e dormir tranquila"
A cozinheira Luzia de Lima: "Pagar dívidas e dormir tranquila" | Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha

A cozinheira Luzia Nunes de Lima quer fazer o mesmo. “Vou pagar minhas dívidas e dormir tranquila”. Questionada sobre o que fará se sobrar dinheiro, ela respondeu rápido: “Não sobra.”

“Acho R$ 500 muito pouco", diz a costureira Daia Moreira
“Acho R$ 500 muito pouco", diz a costureira Daia Moreira | Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha

Já a costureira Daia Moreira não tem conta de FGTS. E duvida que a medida do governo tenha capacidade de movimentar a economia. Também não espera mais clientes. “Acho R$ 500 muito pouco.”

 A vendedora Eloísa Tognin: "Vou sair comprando"
A vendedora Eloísa Tognin: "Vou sair comprando" | Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha

Os mais jovens já estão sonhando com o dinheiro extra. E querem mesmo é consumir. “Vou sair comprando”, disse a vendedora Eloísa Tognin. E já conta também com o saque que o “namorido” terá direito. “Já são mil reais para a gente gastar.”

 Carlos Pereira, salgadeiro:"Não dá para guardar”
Carlos Pereira, salgadeiro:"Não dá para guardar” | Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha

O salgadeiro Carlos Eduardo Pereira não tem conta para pagar e não pretende poupar o dinheiro do FGTS. “A gente está sempre precisando de algo, de um sapato, de uma camisa. Não dá para guardar”, disse ele.

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