Londrinense deixa presente da mãe para última hora
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
Nelson Bortolin <br> <br> Reportagem Local 
A chuva fina que começou a cair no final da tarde de ontem desencorajou os consumidores londrinenses a aproveitarem a abertura das lojas à noite. A maioria deve deixar para comprar o presente das mães neste sábado, quando o comércio fica aberto até as 18 horas.
Lojistas entrevistados pela FOLHA apresentaram avaliações diferentes sobre as vendas já realizadas. O gerente das Lojas Salfer do Calçadão, Valdinei dos Santos, disse que o movimento estava ''bem aquém'' do esperado, apesar dos descontos de até 50% e da redução do IPI para a linha branca. ''O poder de compra do brasileiro aumentou, mas acho que está todo mundo endividado e com mais cautela'', justificou.
Para ele, que esperava um crescimento de 15% nas vendas deste ano na comparação com a mesma data em 2011, não compensou abrir a loja à noite na quinta-feira e na sexta-feira. ''Acho que faltou divulgação'', disse.
Estimando um aumento de 30% nas vendas, o subgerente da Super MM, Alisson Eduardo, também não viu grande vantagem na abertura do comércio à noite. ''O pessoal acha que não vale a pena sair de casa se tem o sábado inteiro para comprar'', declarou.
Na loja da Claro do Calçadão, a vendedora Elizabeth Caper disse que o movimento dobrou nesta semana durante o dia. À noite, segundo ela, a procura não foi lá aquelas coisas. ''Não acho vantajoso estender o horário aqui nesta parte do calçadão'', avaliou. Segundo ela, o movimento maior era esperado para hoje. Os compradores, de acordo com a vendedora, estão gastando entre R$ 80 e R$ 100 em celulares e chips.
Já Ricardo de Castro, gerente da loja de calçados Humanitarian, disse que o movimento na quinta-feira à noite foi bom. ''Hoje (ontem) o que atrapalhou foi a chuva'', ressaltou. Ele estima vender 15% a mais neste Dia das Mães. O presente mais procurado na loja eram sapatilhas.
Bem otimista estava o gerente da Bolivar, Vanclei Silva. Para ele, vale a pena estender o horário, mas é preciso mais divulgação. ''O Dia das Mães é a segunda melhor data para nós. Acho que vou vender bem mais que no ano passado'', afirmou sem arriscar um número.
No Boticário, o movimento era maior que nas demais lojas. Mesmo assim, a gerente Angelita Moreira disse que abrir à noite não compensa. ''O pessoal sempre vai deixar para a última hora.'' Com expectativa de crescimento de 20% nas vendas, ela afirmou que os clientes estão gastando em média R$ 100.
A auxiliar de laboratório Andreia Manieri estava experimentando perfumes, mas ainda não tinha decidido se este seria o presente da mãe. ''Estou em dúvida entre o perfume e uma blusa'', contou. Para ela, a abertura das lojas à noite foi uma ''mão na roda''. ''Trabalhei até as 18 horas e vou resolver a questão do presente hoje. Amanhã (hoje) é dia de arrumar a casa'', justificou.
Já estudante Patrícia de Souza havia rodado o centro da cidade com o namorado e resolveu voltar no sábado para bater o martelo sobre o presente da mãe. ''Vim procurar uma panela de arroz, mas não tinha mais na loja. Amanhã (hoje) vou resolver'', contou.
Tendo ganhado um presente de um dos filhos, a professora Ilda Goulart resolveu se presentear com uma TV nova de LCD. ''Eu mereço'', disse ela sorrindo. ''Além disso, o preço está bom'', complementou.


